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Economia diz privatizações Portucel e TAP avançam; recalendariza Galp Energia

A privatização da Portucel «tem que prosseguir» disse o ministro da Economia, avançando que em breve será tomada a decisão sobre a Lei Geral de OPA nesse processo. Carlos Tavares avança que o IPO da Galp Energia terá que ser recalendarizado.

Bárbara Leite 17 de Abril de 2002 às 18:31
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A privatização da Portucel «tem que prosseguir» disse o ministro da Economia, avançando que em breve será tomada a decisão sobre a Lei Geral de OPA nesse processo. Carlos Tavares avança que o IPO da Galp Energia terá que ser recalendarizado.

À margem do debate na Assembleia da República do Programa de Governo, Carlos Tavares disse aos jornalistas que «todos os processos de privatização já iniciados vão prosseguir», em particular a Portucel [PTCL], a Galp Energia e a TAP.

No âmbito da privatização da Portucel, o Governo «está a estudar o modelo, nomeadamente a (possibilidade ou não) de isenção de (lançamento de) OPA», por parte da Sonae [SON], caso a empresa vença o concurso público, acrescentou o responsável pela pasta da Economia.

O Estado prepara-se para vender 25% da Portucel através de venda directa, podendo o vencedor do concurso vir a adquirir uma fatia adicional de 15% nos próximos dois anos. O principal candidato à operação é a Sonae SGPS, em parceria com a brasileira Suzano, que já detêm conjuntamente 29% da empresa.

Caso o consórcio liderado por Belmiro de Azevedo vença o concurso, coloca-se a questão do lançamento ou não de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA), uma vez que a «joint venture» da pasteira brasileira com a Sonae SGPS passaria a controlar mais de 33% da Portucel, o limite a partir do qual a lei obriga ao lançamento de uma OPA sobre a empresa. Entre os outros candidatos à operação conta-se a Cofina [COFI], as brasileiras Aracruz e Votorantim e a Inapa [INA].

Esta decisão será tomada «em breve porque não é nada positivo» para a empresa, que vê o desenvolvimento da sua estratégia adiada até que estejam definidos os accionistas em termos definitivos.

No entanto, no que se refere à Oferta Pública Inicial (IPO) da Galp Energia, Carlos Tavares afirma que haverá uma «recalendarização» deste processo, que estava previsto ocorrer até 30 de Junho deste ano, sob pena da italiana ENI, que já controla 33,34% da Galp Energia, poder vir a exercer uma opção de compra de mais 10% na petrolífera.

«O mercado de capitais não está na melhor das formas», avançou aquele responsável, sugerindo que poderão haver alguns adiamentos até que as Bolsas venham a registar melhores comportamentos. O PSI20 [PSI20], índice de referência da Bolsa nacional, recuou 24,7% em 2001 e 12,8% em 2000.

Em relação à Portugal Telecom (PT) [PTC], Carlos Tavares remeteu para a Assembleia Geral (AG) da próxima semana, a posição do Estado quanto ao modelo de «corporate governance» da maior operadora de telecomunicações nacional e a redução da intervenção do Estado na gestão da empresa, onde Portugal ainda detém uma «golden share» representada por 500 acções.

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