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Economia mundial vai retomar crescimento em 2009

O crescimento da economia mundial vai continuar a abrandar no segundo semestre deste ano antes de voltar a acelerar progressivamente em 2009, estimou hoje o número dois do Fundo Monetário internacional (FMI), John Lipsky.

Negócios com Lusa 09 de Setembro de 2008 às 11:15
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O crescimento da economia mundial vai continuar a abrandar no segundo semestre deste ano antes de voltar a acelerar progressivamente em 2009, estimou hoje o número dois do Fundo Monetário internacional (FMI), John Lipsky.

Segundo prevê o FMI, o crescimento mundial vai abrandar para os 3 por cento "até final de 2008" antes de subir para 4 por cento "durante 2009", adiantou John Lipsky num discurso hoje em Frankfurt, Alemanha, acrescentando que números mais precisos serão anunciados "no próximo mês".

"A retoma da actividade económica mundial em 2009 deverá ser desencadeada pelo fim dos efeitos da subida dos preços do petróleo, de mais de 50 por cento em 2008, e pelo mercado imobiliário norte-americano que deverá ultrapassar a vaga de crise", avançou o responsável.

Nos Estados Unidos, o crescimento deverá cair para 1 por cento no quarto trimestre antes de subir para 1,5 por cento no mesmo trimestre do próximo ano, indicou.

Na zona euro, a economia deverá manter-se nos 0,75 por cento no quarto trimestre de 2008, passando depois para 1,50 por cento nos últimos meses de 2009, acrescentou o vice- director-geral do FMI.

As economias emergentes serão "igualmente afectadas", segundo o responsável, que explicou que o crescimento nestes países deverá passar de "mais de 8 por cento no quarto trimestre de 2007" para "pouco mais de 6 por cento" no quarto trimestre de 2008 e para "mais de 7 por cento" no período homólogo de 2009.

Com a crise financeira e o aumento "dramático" dos preços das matérias-primas, "a economia mundial enfrenta a conjuntura mais difícil dos últimos anos", disse Lipsky.

O preço das matérias-primas "deverá manter-se a níveis muito mais elevados que antes" e "muito sensíveis à evolução da oferta e da procura", indicou.

O número dois do FMI referiu ainda terem sido encontradas "poucas provas" de que a "'especulação' tenha sido um elemento determinante, apesar de ser possível que a atitude dos investidores possa ter aumentado as flutuações dos preços a curto prazo".

"Se a moderação recente dos preços das matérias-primas reduziu uma parte da pressão, os riscos de inflação nas economias emergentes são ainda muito sérios, na medida em que são sensíveis aos efeitos da 'segunda volta'", ou seja, do contágio a toda a economia da subida de preços em certos sectores, concluiu.

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