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Economia portuguesa acentua contracção no terceiro trimestre

PIB recuou 3,4% no terceiro trimestre face ao mesmo período do ano passado e encolheu 0,8% face aos três meses anteriores. Variação homóloga foi mais negativa; em cadeia, menos. Explicação assenta no abrandamento das exportações e menor contenção das importações, num período que coincidiu com a intensificação das greves nos portos.

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A economia portuguesa está a aprofundar a recessão que já dura há sete trimestres consecutivos.

O PIB caiu 3,4% no terceiro trimestre, face ao mesmo período do ano passado, mais do que a variação homóloga negativa de 3,2% que se registara no segundo trimestre.

Ainda assim, de acordo com a estimativa rápida do INE, hoje divulgada, a economia portuguesa abrandou o ritmo de queda quando medido em cadeia, ao contrair 0,8% por comparação com o trimestre imediatamente anterior, quando, entre o segundo e o primeiro trimestre do ano, o recuo havia sido de 1,1%.

A explicar a variação mais negativa do PIB em termos homólogos esteve uma diminuição “significativa” do contributo positivo que tem vindo da componente externa, em resultado de “uma redução menos acentuada das importações de bens e serviços e do abrandamento das exportações”, escreve o INE.

As exportações caíram em Setembro pela primeira vez em três anos, ao recuarem 6,5% em termos homólogos. As vendas para os mercados extra-comunitários (-1,5% em Setembro, quando haviam crescido 36,7% em Agosto) foram fortemente penalizadas pelas greves dos estivadores, que se iniciaram em Agosto e ainda persistem. "De salientar que para esta quebra contribuíram as paralisações de alguns portos nacionais, dado que as exportações para os Países Terceiros se processam sobretudo por via marítima (média de 80% em 2012)", explicava o INE.

Para o mercado comunitário, onde o contexto recessivo também se adensou, a explicação da contracção (-8,3%, após subida de 4,2%) assentava no recuo na expedição de automóveis, possivelmente aliada aos dias de paragem da produção da Autoeuropa. No trimestre, o comportamento das exportações ainda foi positivo, mas muito menor (crescimento médio homólogo de 4,5%, entre Julho e Setembro).

Já a procura interna (que agrega essencialmente consumo e investimento) teve um desempenho relativamente melhor entre Julho e Setembro, tendo dado “um contributo menos negativo” para a variação homóloga do PIB,” traduzindo a redução menos expressiva do investimento”, que tem registado quedas superiores a 10%.

A queda homóloga no terceiro trimestre de 3,4% segue-se a recuos do PIB de 3,2% e 2,3% nos trimestres anteriores. Para o conjunto do ano, a previsão do Governo e da troika é de uma queda de 3%. O andamento no quarto trimestre será determinante para aferir se a contracção anual se encaixará nesta previsão.

Para 2013, a previsão oficial é de uma contracção de 1%, mas o Banco de Portugal revelou-se ontem mais pessimista, ao inscrever no seu Boletim de Outono uma previsão de queda do PIB dfe 1,6%. O impacto do forte aumento de impostos programado para o próximo ano e dos efeitos sobre o sector exportador das greves nos portos são factores que terão pesado nesta revisão em baixa.



(notícia actualizada às 10h45)



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