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Economia portuguesa desacelera no segundo trimestre; PIB sobe 0,9%

O produto interno bruto da economia portuguesa aumentou 0,9% no segundo trimestre deste ano, o que revela uma desaceleração face ao trimestre anterior, fruto da quebra na procura interna e do investimento, anunciou o INE.

Negócios negocios@negocios.pt 30 de Outubro de 2002 às 10:58
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O produto interno bruto da economia portuguesa aumentou 0,9% no segundo trimestre deste ano, o que revela uma desaceleração face ao trimestre anterior, fruto da quebra na procura interna e do investimento, anunciou o Instituto Nacional de Estatística.

Contra o segundo trimestre de 2001 o PIB aumentou 0,9%, menos que os 1,2% verificados nos primeiros três meses deste ano.

O INE tinha anunciado previamente que o PIB no primeiro trimestre tinha crescido 1,4%, mas hoje corrigiu esse valor para um crescimento de 1,2%.

No primeiro semestre o PIB evoluiu a uma taxa anual de 1%. Para a totalidade deste ano o Governo e o Banco de Portugal perspectivam um crescimento do PIB entre 0 e 1%.

O segundo trimestre deste ano é o pior desde o quarto trimestre de 2001, em que o PIB cresceu 0,7%. Os indicadores económicos conhecidos apontam para a continuação da desaceleração da economia nacional no terceiro trimestre deste ano. Procura interna e investimento em contracção

«O comportamento observado no segundo trimestre resultou de um abrandamento da procura interna, cuja taxa de crescimento homóloga se cifrou em -0,1%, retomando o perfil descendente interrompido no primeiro trimestre do corrente ano», explica o INE.

Para o INE a procura interna no segundo trimestre de 2002 foi o factor determinante para a desaceleração do crescimento em volume do PIB, contrariando o verificado no trimestre anterior, quando este indicador aumentou 1,4% em termos anuais.

« Este comportamento particularmente adverso da procura interna foi o resultado conjugado da desaceleração verificada no consumo privado das famílias residentes e da quebra homóloga do investimento», refere o INE.

O consumo privado das famílias residentes evoluiu de forma desfavorável, desacelerando do crescimento homólogo de 1,4% registado no primeiro trimestre de 2002, para 0,7% no trimestre seguinte, em termos reais.

Entre as rubricas que compõem a procura interna o investimento foi a que contribuiu de forma mais negativa para o crescimento do PIB, caindo 2,4% contra o período homólogo e representando 0,7 pontos percentuais na queda da procura interna.

Exportações «salvam» economia nacional no segundo trimestre

O INE sublinha que a procura externa foi decisiva para o crescimento homólogo do PIB nacional, ao evoluir 4,2% no segundo trimestre.

Esta taxa de crescimento foi a maior desde o primeiro trimestre de 2001 e contraria a queda de 1,7% verificada nos primeiros três meses de 2002.

«O perfil das importações e exportações de bens e serviços foi ascendente face ao trimestre anterior, mas o maior dinamismo, em termos reais, das exportações face às Importações foi factor determinante», explica o INE. As importações cresceram 1,2%.

O Governo português espera um crescimento do PIB em 2003 sustentado no crescimento das exportações.

INE revê crescimento de 2000 e 2001

No comunicado onde apresenta as contas nacionais no segundo trimestre o INE revê a evolução do PIB para 2000 e 2001, para além da já referida revisão para o primeiro trimestre.

A revisão do PIB para o primeiro trimestre deste ano é explicada pela «incorporação dos dados mais recentes para o comércio internacional de bens e serviços. O efeito líquido (exportações líquidas de importações) do comércio externo de bens é agora mais desfavorável para o crescimento do PIB no primeiro trimestre de 2002 do que na versão incorporada na anterior estimativa.

O INE reviu em alta a taxa de crescimento do PIB de 2000, de 3,6 para 3,7%. Para 2001 o crescimento do PIB foi revisto em baixa de 1,7% para 1,6%, «fundamentalmente devido à incorporação dos dados definitivos sobre o comércio internacional de bens», conclui o INE.

Por Nuno Carregueiro

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