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Economista-chefe: É preciso uma resposta "rápida" e "musculada" do Banco de Inglaterra

O economista-chefe do Banco de Inglaterra defende uma resposta breve e agressiva por parte do banco central, de forma a evitar que o "Brexit" tenha um impacto maior na economia do Reino Unido.

Bloomberg
Negócios 15 de Julho de 2016 às 12:43
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"A resposta, se for para estimular as expectativas e a confiança, precisa, penso eu, de ser dada prontamente bem como de forma musculada", afirmou o economista-chefe do Banco de Inglaterra, Andrew Haldane, citado pela Reuters.

 

"Por prontamente, quero dizer no próximo mês", especificou.

 

O responsável defendeu assim a implementação de um pacote de medidas de estímulos o mais breve possível.

 

Andrew Haldane acrescentou ainda que a resposta, além de rápida deve ser agressiva, preferindo correr o risco de pecar por excesso do que por defeito. "Prefiro correr o risco de usar uma marreta para partir uma noz do que usar um martelo miniatura para escavar uma saída da prisão."

 

Ainda assim, garante que não se esquecerá dos riscos que se corre se houver doses excessivas de estímulos monetários.

 

Estas declarações surgem um dia depois do Banco de Inglaterra ter decidido manter a taxa de juro no país nos 0,5%, ao contrário do que estava a ser antecipado. Apesar de não ter implementado medidas de estímulo, para responder ao impacto da vitória do Brexit no referendo de 23 de Junho, o Banco de Inglaterra garantiu que vai agir no próximo mês. "A dimensão e natureza precisas de quaisquer medidas de estímulos apenas serão decididas durante a ronda de previsões de Agosto."

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