Economia Economistas acreditam que taxa de juro no Reino Unido deverá ficar nos 0,5% por mais anos

Economistas acreditam que taxa de juro no Reino Unido deverá ficar nos 0,5% por mais anos

Alguns economistas e especialistas financeiros duvidam que se verifique um crescimento económico suficiente no Reino Unido que permita a subida das taxas de juro de referência antes do final de 2013.
Andreia Major 24 de abril de 2012 às 13:22
Economistas, gestores de fundos e especialistas do mercado de hipotecas prevêem que a taxa de juro irá permanecer ao nível mais baixo de sempre nos 0,5% até 2014, avançando que a mesma poderá não subir por mais três a cinco anos, apesar do aumento da inflação em Março.

O índice de preços no consumidor subiu de 3,4% para 3,5%, uma subida ligeira mas significativamente superior à meta do governo de 2%, segundo o “The Guardian”. Esta subida da inflação gerou alguma especulação de que o comité de política monetária do Banco de Inglaterra poderá subir as taxas de juro numa tentativa de travar a inflação.

Porém, um grupo de economistas e especialistas financeiros duvidam que se registe crescimento económico suficiente no Reino Unido para permitir ao comité do Banco de Inglaterra subir as taxas de juro antes do final de 2013, na melhor das hipóteses, de acordo com o “The Guardian”.

Robert Gardner, economista-chefe da Nationwide Building Society, declarou que existia demasiada volatilidade nos dados económicos para permitir ao comité de política monetária do Banco de Inglaterra avaliar com precisão a força da economia.

“O Banco de Inglaterra irá querer ter a certeza de que a economia está realmente a recuperar antes de se arriscar a subir as taxas de juro”, explicou Robert Gardner, de acordo com o “The Guardian”.

Gardner acrescentou que o Banco já tinha deixado claro anteriormente que só iria responder à subida da inflação com a subida das taxas de juro caso o problema fosse causado por questões domésticas, porém, os factores que estão actualmente a conduzir à alta da inflação são questões globais, tais como os preços dos combustíveis, energia e comida.



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