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Economistas cortam previsões para o crescimento de Portugal

A economia portuguesa vai crescer 1,2% este ano, menos três décimas do que o previsto anteriormente. O desemprego descerá menos e o défice ficará nos 3%, de acordo com estimativas actualizadas de economistas internacionais.

Miguel Baltazar
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 13 de Junho de 2016 às 12:29

Persistem as revisões em baixa das projecções para a economia portuguesa. Desta vez por parte dos economistas internacionais que participam no inquérito trimestral da Bloomberg sobre a economia portuguesa.

 

A média das estimativas de 22 economistas inquiridos pela agência de notícias norte-americana aponta para que o PIB de Portugal cresça 1,2% este ano. Trata-se de uma revisão em baixa de três décimas face à estimativa realizada há três meses (+1,5%) e que se situa abaixo das previsões da semana passada do Banco de Portugal, que colocam a economia a crescer 1,3% este ano.

 

A estimativa dos economistas oscila entre um crescimento de apenas 0,7% (Capital Economics) e uma expansão de 1,7% (BMI). Mesmo o economista mais optimista para a economia portuguesa tem uma previsão inferior à do Governo, que continua a manter a sua projecção de crescimento de 1,8% para este ano.

 

Apesar de revisão em baixa, os economistas apontam para uma recuperação ao longo dos próximos trimestres, com o PIB a crescer a um ritmo anual de 0,9% no segundo trimestre, 1% no terceiro, 1,2% no quarto e 1,5% nos primeiros três meses de 2017.

 

Para o conjunto de 2017, os mesmos economistas apontam para um crescimento do PIB de 1,5%, também uma revisão em baixa face ao previsto há três meses (1,6%). Em 2018, de acordo com as mesmas projecções, o PIB de Portugal crescerá 1,2%, ao mesmo ritmo do antecipado para este ano.

 

As previsões dos economistas internacionais estão alinhadas com as efectuadas recentemente pela OCDE, que também apontam para um crescimento do PIB de 1,2% este ano. O FMI e a Comissão Europeia antecipam um crescimento de 1,3%. No ano passado a economia portuguesa cresceu 1,5%.

 

Défice nos 3%

 

Não foi só para o PIB que os economistas pioraram as suas previsões, pois antecipam uma taxa de desemprego e um défice público ligeiramente mais elevados.

 

As estimativas dos economistas apontam para uma taxa de desemprego de 11,8% este ano e 11,1% em 2017, valores que representam um agravamento de uma décima face às perspectivas realizadas há três meses (11,7% e 11%, respectivamente).

 

As projecções apontam para uma taxa de 11,9% no segundo trimestre, 11,7% no terceiro e 11,5% no quarto.

 

Quanto ao défice público, as projecções também são piores, mas os economistas continuam a acreditar que Portugal não vai fechar o ano com um défice superior a 3%. A nova estimativa aponta para um défice de precisamente 3% este ano (previsão anterior era de 2,9%), que baixará para 2,6% em 2017. No Orçamento do Estado para este ano o Governo tem inscrita uma previsão de défice de 2,2% do PIB.

 

Já a inflação ficará em 0,6% este ano e duplicará para 1,2% em 2017.

Como está a evoluir a economia portuguesa?
Nuno Aguiar, jornalista do Negócios, explica os primeiros sinais que a economia portuguesa está a revelar este ano. E fala das diferentes componentes da formação do PIB.


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