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Economistas prevêem crescimento mais lento e menos desemprego em Portugal

Os economistas consultados pela Bloomberg reviram em baixa as estimativas de crescimento para a economia portuguesa em 2015 e 2016. As novas projecções apontam para um aumento do PIB de 1,5% este ano, e de 1,6% no próximo.

Bruno Simão/Negócios
Rita Faria afaria@negocios.pt 14 de Dezembro de 2015 às 10:04
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Os economistas estão mais pessimistas sobre a evolução do PIB português em 2015 e no próximo ano. Pelo contrário, acreditam que a taxa de desemprego será menor do que anteriormente estimado.

Estas são as principais conclusões de uma análise realizada pela Bloomberg junto de 19 economistas, que reviram em baixa as estimativas de crescimento da economia portuguesa para este e para o próximo ano, e em alta as projecções para 2017.

As mais recentes previsões apontam, assim, para um aumento do PIB de 1,5% em 2015, de 1,6% em 2016 e de 1,6% em 2017, valores que comparam com os anteriores 1,6%, 1,7% e 1,5%, respectivamente.

Por outro lado, a taxa de desemprego deverá ser menor do que o previsto nas anteriores estimativas. Nas projecções divulgadas esta segunda-feira, 14 de Dezembro, os economistas revêem em baixa a taxa de desemprego de 12,6% para 12,5% este ano, de 12% para 11,5% em 2016 e de 11,2% para 10,8% em 2017.

Segundo os economistas consultados pela Bloomberg, Portugal deverá fechar este ano com um défice de 3% do PIB, valor que se mantém no próximo ano, e que baixa para 2,7% em 2017. As anteriores estimativas apontavam para um défice de 3,1% em 2015, 2,6% em 2016 e 2% em 2017.   

A revisão em baixa do crescimento do PIB vai ao encontro da actualização das estimativas realizada, na semana passada, pelo Banco de Portugal. Ainda assim, é ligeiramente mais pessimista. No Boletim Económico de Dezembro, a instituição liderada por Carlos Costa antecipa um crescimento do PIB de 1,6% este ano, 1,7% em 2016 e 1,8% em 2017.

Os valores divulgados na passada quarta-feira, 9 de Dezembro, não incluem as medidas de política económica do novo Governo e constituem uma revisão em baixa face às últimas previsões do banco central que, em Junho, apontou para aumentos do PIB de 1,7%, 1,9% e 2% em 2015, 2016 e 2017.

O banco central antecipa que a recuperação da economia portuguesa continuará suportada no aumento do rendimento disponível e da procura interna que foram especialmente sacrificadas até 2014, e num desempenho positivo das exportações. 

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