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Ed Miliband demite-se do Labour após derrota e garante ter feito o seu "melhor"

A grande derrota dos trabalhistas teve lugar na Escócia onde perderam 40 dos 41 lugares conquistados em 2010, para o Partido Nacional da Escócia. "Reerguemo-nos antes e vamos reerguer-nos de novo", disse no discurso de despedida.

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Miliband Resigns as Labour Leader After Poll Defeat
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Falhada a eleição para primeiro-ministro e com uma vitória estrondosa dos conservadores, Ed Miliband (na foto) anunciou a sua demissão da liderança do Partido Trabalhista. 

 

"Este não era o discurso que eu queria dar. Assumo a total responsabilidade por esta derrota", disse Ed Miliband esta sexta-feira, 8 de Maio. "Lamento muito não ter tido sucesso. Fiz o meu melhor em cinco anos."

 

"O Reino Unido precisa de um Partido Trabalhista forte que se possa reerguer depois desta derrota. É altura de outra pessoa assumir a liderança deste partido", declarou, na sede do partido.

 

Com 642 lugares apurados do total de 650, o partido trabalhista obteve 230 lugares, menos 26 face a 2010. Face aos conservadores, obteve menos 95 deputados na Casa dos Comuns. A grande derrota dos trabalhistas teve lugar na Escócia onde perderam 40 dos 41 lugares conquistados em 2010, para o Partido Nacional da Escócia.

 

Ed Miliband revelou que já telefonou a David Cameron para o congratular pela sua vitória.

 

Harriet Harman vai ficar agora a liderar os trabalhistas interinamente até ser encontrado um novo líder. Sobre as eleições internas, Ed Miliband apontou que o partido "precisa de ter um debate aberto e honesto sobre o caminho a seguir".

 

No seu discurso de demissão, Ed Miliband agradeceu ao "povo britânico, às pessoas que conheci no comboio, na rua. Obrigado por partilharem as vossas histórias comigo. Obrigado pelas selfies".

 

Para o futuro, Ed Miliband garante que o Labour vai continuar a bater-se por um "país que vai voltar a funcionar para os trabalhadores".

 

Sobre o perigo do crescimento dos nacionalismos, como na Escócia, disse acreditar no "nosso Reino Unido", onde existem mais coisas a unir os britânicos do que a dividi-los.

 

"Aderi ao Partido Trabalhista aos 17 anos e nunca sonhei chegar a líder. Tem sido uma incrível força de progresso, desde os direitos dos trabalhadores, passando pelo serviço nacional de saúde e o salário mínimo".

 

De saída da liderança, pediu aos trabalhistas para continuarem a "lutar". "Reerguemo-nos antes e vamos reerguer-nos de novo".

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