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EIU diz PIB português cresce 0,5% em 2002; 0,7% em 2003

O PIB português vai crescer 0,5% em 2002 e 0,7% em 2003, com a retoma a acontecer só em 2004, estima a Economist Intelligence Unit, que não vê problemas para Portugal se o défice orçamental superar os 3% este ano.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 12 de Dezembro de 2002 às 12:47
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O PIB português vai crescer 0,5% em 2002 e 0,7% em 2003, com a retoma a acontecer só em 2004, estima a Economist Intelligence Unit, que não vê problemas para Portugal se o défice orçamental superar os 3% este ano.

Num relatório de Dezembro sobre Portugal, a EIU afirma que o Governo português, apesar de estar a pagar um preço político, está a implementar todas as medidas do seu difícil programa de redução do défice.

Em teoria o violação do Pacto de Estabilidade e Crescimento implica sanções da Comissão Europeia, «mas a EIU acredita que isso vai ser evitado, se como esperamos, o défice orçamental voltar a ficar este ano acima dos 3%», refere o relatório ontem divulgado.

Ontem Ferreira Leite, Ministra das Finanças revelou que a venda da rede fixa à Portugal Telecom e a concessão da CREL à Brisa vai permitir Portugal atingir o défice de 2,8% do PIB este ano, face aos 4,1% registados em 2001.

O mesmo instituto afirma que Portugal está a atravessar uma crise fiscal, com o Governo a implementar «medidas altamente restritivas e pró-ciclicas» para baixar o défice.

PIB nacional cresce 2,5% em 2004

Segundo as previsões do EIU, Portugal vai registar um fraco crescimento este ano e em 2003 e a retoma só acontecerá em 2004.

Este ano o PIB deve aumentar 0,5%, crescendo 0,7% em 2003 e 2,5% em 2004. Estas previsões contrastam com as estimativas da Comissão Europeia e da OCDE, que avançam com um previsão de crescimento do PIB em 2003 de 1,2 e 1,5%, respectivamente.

Segundo a EIU Portugal vai crescer abaixo da Zona Euro até 2003 mas em 2004 vai convergir com os restantes membros da Zona Euro. Os 12 países que utilizam o euro devem crescer 1,5% em 2003 e 2,1% em 2004.

Para explicar o fraco crescimento de Portugal, a EIU explica que as empresas e os consumidores estão a ser afectados pelos «níveis recorde de endividamento».

A EIU espera que a confiança dos consumidores recupere no inicio de 2003, impulsionando o consumo privado e o investimento empresarial.

Depois de a inflação ter permanecido inesperadamente alta desde meados de 2002, a EIU aguarda que a inflação em Portugal desça para 3,7% este ano e 3% em 2003, valores acima das previsões do Governo. Em 2004 o índice de preços no consumidor deverá cresce 2,5%.

No cenário político a EIU afirma que a coligação governamental está a ser testada pelo caso Moderna, mas o primeiro-ministro está determinado em enfrentar a «tempestade», ignorando os pedidos de demissão de Paulo Portas.

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