União Europeia Elisa Ferreira passou "exame" no Parlamento Europeu para futuro executivo comunitário

Elisa Ferreira passou "exame" no Parlamento Europeu para futuro executivo comunitário

Elisa Ferreira passou na "prova" da comissão parlamentar, mas só garantirá o lugar a 23 de outubro caso todo o novo executivo comunitário seja aprovado no Parlamento Europeu.
Elisa Ferreira passou "exame" no Parlamento Europeu para futuro executivo comunitário
EPA
Lusa Tiago Varzim 03 de outubro de 2019 às 10:15
A comissária indigitada por Portugal para o futuro executivo comunitário, Elisa Ferreira, mereceu um parecer favorável da comissão do Parlamento Europeu responsável pela sua audição, indicaram esta quinta-feira, 3 de outubro, fontes parlamentares à Lusa.

Elisa Ferreira, a quem a presidente eleita da nova Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, atribuiu a pasta da Coesão e Reformas, foi aprovada "tecnicamente" por unanimidade por todos os grupos da comissão parlamentar de Desenvolvimento Regional, uma vez que a coordenadora do Identidade e Democracia (extrema-direita), Francesca Donato, que se manifestou contra a aprovação da portuguesa, saiu da sala antes da votação, especificaram as mesmas fontes.

No seguimento da audição de três horas realizada na noite de quarta-feira, e que terminou com aplausos dos eurodeputados, houve uma reunião do presidente da comissão de Desenvolvimento Regional, Younous Omarjee, e dos sete coordenadores dos grupos políticos nesta comissão parlamentar para avaliar o desempenho de Elisa Ferreira.
 
A comissão parlamentar, que teceu "elogios rasgados" à comissária indigitada por Portugal, considerou que a política portuense, de 63 anos, possui as competências necessárias para integrar o colégio de comissários e para desempenhar as funções específicas que lhes foram confiadas.
 
Este parecer, que incluirá ainda o parecer das comissões associadas, as de Orçamentos e de Assuntos Económicos e Monetários, só será tornado público no final de todas as audições aos comissários indigitados, em 17 de outubro, aquando da Conferência de Presidentes do Parlamento Europeu.

Nomeação não é certa
Apesar de a comissão parlamentar ter dado um parecer positivo, a portuguesa ainda não está garantida no lugar de comissária europeia. O Parlamento Europeu apenas vota no conjunto dos comissários e não um a um pelo que será a 23 de outubro que Elisa Ferreira poderá ou não garantir o lugar em Bruxelas.

Caso o elenco final da Comissão Von der Leyen seja aprovada no plenário, Elisa Ferreira será a primeira mulher nomeada por Portugal para comissária europeia. Ficará com a pasta da Coesão e Reformas, tendo a tutela dois dos principais fundos estruturais, o FEDER, relativo às políticas regionais, e o Fundo de Coesão.

Na audição de Elisa Ferreira realizada ontem garantiu que irá defender que haja o "valor mais elevado possível" para a coesão. "Na Comissão e seja onde for, irei apoiar sempre o valor mais elevado possível, não por ser candidata a este cargo, mas por acreditar que a Europa não se pode alargar ou desenvolver e continuar a reduzir os meios de apoio às suas políticas", disse.

No entanto, na semana passada, em respostas escritas aos eurodeputados, a comissária nomeada admitiu que a proposta da atual Comissão Juncker é "adequado", contrariando a posição crítica que o Governo português. "Eu considero que o quadro financeiro para o pós-2020 proposto pela Comissão [Europeia] em maio de 2018 é adequado, dadas as restrições existentes", escreveu Elisa Ferreira.

Essa proposta prevê que Portugal receba menos 7% dos fundos estruturais entre 2021-2027 (21,2 mil milhões de euros) face ao período de 2014-2020 (22,8 mil milhões de euros).

(Notícia atualizada às 11h02 com mais informação)



pub

Marketing Automation certified by E-GOI