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Elites alemãs consideram que países em crise não adoptaram reformas necessárias e França é o maior perigo

A elite política e empresarial alemã considera que os países em crise não adoptaram as reformas necessárias e que a França é o maior perigo da Zona Euro, à frente de Itália, Grécia e Espanha, segundo um estudo divulgado esta quarta-feira.

Reuters
Lusa 23 de Julho de 2014 às 14:54
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O estudo do Instituto Allensbach, por encomenda da revista económica "Capital", inquiriu cerca de 500 altos directores e políticos sobre a situação económica alemã, a crise da dívida, a situação na Ucrânia, as políticas do Banco Central Europeu (BCE) e a actuação da 'grande coligação' em Berlim.

 

Cerca de 67% dos inquiridos, considera que a "relativa calma" que se vive na actualidade na Zona Euro deve-se "exclusivamente ao relaxamento da situação nos mercados financeiros" e apenas 24% acredita que esta resultou de uma "clara melhoria" nos países em crise.

 

De acordo com o estudo, 76% dos inquiridos deste estudo semestral considera que a França é o maior problema, contra 62% em Dezembro, contra 33% que defende que é a Itália e 12% a Espanha e a Grécia.

 

"Nas cabeças dos líderes, o principal problema para a estabilidade económica da Zona Euro é a França, com uma grande diferença sobre Itália, Espanha e Grécia", assegurou em conferência de imprensa Horst von Buttlar, redactor-chefe da "Capital".

 

Sobre o BCE, 70% prevê "grandes riscos" associados às políticas adoptadas pela autoridade monetária para reactivar o crescimento económico da Zona Euro e outros 70% acreditam que as baixas taxas de juro não são um problema".

 

Em relação à chanceler alemã, Angela Merkel, 81% dos inquiridos consideram-na uma "chanceler forte", 78% uma "estratega inteligente", 76% que é dotada de uma "elevada capacidade de decisão", 72% que tem "bom tato" e 70% caracteriza-a como "competente e profissional".

 

Dos ministros de Merkel, 92% dos inquiridos valoriza a actuação do ministro dos Negócios Estrangeiros, Frank-Walter Steinmeier, e 84% aplaude a actuação de Wolfgang Schäuble na pasta das Finanças.

 

Sobre a crise da Ucrânia, metade dos inquiridos defende como "suficientes" as atuais sanções impostas à Rússia, contra 31% que deseja mais e quase dois de cada três não acredita que a Alemanha possa ter problemas de fornecimento de gás devido ao conflito.

 

A maioria dos inquiridos considera que a economia alemã, a maior da Europa, se encontra numa dinâmica positiva (68%), apesar de pouco mais de metade "não ter a impressão de que seja correta a direcção" da 'grande coligação', que desde finais do ano passado formam os conservadores da chanceler Angela Merkel e os social-democratas.

 

Cinquenta e quatro por cento considera-se "decepcionado" terminado o primeiro semestre da legislatura, especialmente entre os do sector privado (60%), que criticam especificamente o encurtamento da idade da reforma (60%) e a adopção da reforma energética (84%).

 

No estudo participaram cerca de 500 pessoas, incluindo 268 chefes de empresas, 14 ministros federais e de 'Lander', nove secretários de Estado e 30 responsáveis de organismos públicos.

 

 

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