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Empréstimo à Madeira só servirá para pagar dívidas

Dívidas da região ultrapassam os 6,5 mil milhões de euros. Os detalhes do programa de resgate à Madeira serão conhecidos hoje pelas 18 horas.

Negócios negocios@negocios.pt 27 de Janeiro de 2012 às 10:09
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O empréstimo de dois mil milhões de euros à Madeira, previsto no programa de assistência acordado entre o Governo da República e o Governo regional, só dará para liquidar dívidas a fornecedores, de acordo com o jornal “Público”.

O montante exacto do empréstimo bem como as respectivas condições ainda não foram anunciados publicamente – o que deverá ser feito hoje por Alberto João Jardim numa conferência marcada para as 18 horas no Funchal – mas o deputado do CDS/PP, Lino Abreu, citado pelo “Público” diz que se trata “apenas de um balcão de oxigénio que vai adiar por um ou dois anos o problema da falta de liquidez da tesouraria do governo regional”.

Também o líder parlamentar do PS, Carlos Pereira, diz que “houve por parte do governo regional uma má negociação do acordo”. “A dupla austeridade que os madeirenses vão sofrer não dá para pagar metade dos encargos, mas vai matar a economia”, antecipa Carlos Pereira.

A dívida do governo de Alberto João Jardim ascende a quase 6.500 milhões de euros, sem contar com as responsabilidades assumidas com as PPP rodoviárias que atingem os 1.356 milhões de euros.

A edição de hoje do “Sol”avança que Alberto João Jardim perdeu no braço de ferro com o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, que impôs à Madeira um prazo de pagamento do empréstimo de 10 anos. O líder do Governo regional queria um prazo de 25 anos. Em contrapartida, diz o mesmo jornal, Vítor Gaspar aceitou baixar a taxa de juro indicada inicialmente para os 3,5%.

O “DN” dá conta do mal-estar no PSD por causa das críticas do CDS ao acordo com a Madeira.

O plano de resgate da região exigirá um aumento generalizado dos impostos, como a subida do IVA dos actuais 16% para 22% e a subida de 15% do imposto sobre os produtos petrolíferos (ISP)

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