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Empresas "a rebentar" pedem aos belgas que comam batatas fritas duas vezes por semana

Cerca de 750.000 toneladas de batatas estão em risco de ser desperdiçadas.

Negócios jng@negocios.pt 28 de Abril de 2020 às 12:21
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O secretário-geral da associação industrial Belgapom, Romain Cools, está a preparar uma campanha para apelar aos belgas que comam batatas fritas duas vezes por semana durante a crise de coronavírus. Isto porque, com as políticas de isolamento, o consumo caiu para um quarto e centenas de milhares de toneladas de produção estão em risco de serem desperdiçadas.

"Estamos a trabalhar com os supermercados para ver se conseguimos lançar uma campanha a pedir que os belgas façam algo pelo setor comendo batatas fritas – especialmente as congeladas – duas vezes por semana durante a crise de coronavírus", explicou Cools à CNBC.

Segundo o mesmo responsável, cerca de 750.000 toneladas de batatas estão em risco de ser desperdiçadas. Isto, uma vez que a procura por batatas congeladas pesa 75% nas dinâmicas de processamento do setor e os congeladores estão a ficar sem capacidade.

A motivar a quebra da procura está o fecho dos restaurantes e bares, onde era comum pedir-se um prato tradicional de batatas fritas. O governo belga implementou políticas de isolamento a nível nacional a 18 de março, com o objetivo de travar a propagação do coronavírus. O país conta agora com 46.687 casos e 7.207 mortes.

Na sexta-feira, a primeira-ministra belga, Sophie Wilmes, anunciou que o Governo iria aliviar as medidas de isolamento em três fases, começando no próximo dia 4 de maio a reabrir alguns negócios. Contudo, cafés e restaurantes não poderão ser reabertos até 8 de junho.

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