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Endividamento da economia em máximos históricos nos 736,3 mil milhões de euros

Entre março e abril deste ano, o endividamento da economia portuguesa subiu 11,3 mil milhões de euros para um novo máximo histórico.

Bloomberg
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 23 de Junho de 2020 às 11:09
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O endividamento do setor não financeiro da economia portuguesa - que engloba empresas, famílias e Estado - subiu 11,3 mil milhões de euros entre março e abril deste ano para os 736,3 mil milhões de euros, o que representa um novo máximo histórico, segundo os dados revelados hoje pelo Banco de Portugal. 

Do montante total, 330,4 mil milhões de euros dizem respeito ao endividamento no setor público, enquanto que os restantes 405,9 mil milhões são referentes ao setor privado, num período marcado pelo impacto económico da atual pandemia, que obrigou a uma maior acumulação de dívida por parte dos atores da economia portuguesa. 

Este foi o quinto mês consecutivo em que o endividamento subiu, tendo registado a maior subida mensal desde maio de 2012, altura em que a crise da dívida soberana abalava o sul da Europa, e que obrigou Portugal a pedir um resgate financeiro à Troika (no ano anterior). Em maio de 2012, o endividamento da economia tinha subido 11,5 mil milhões de euros, de acordo com o histórico disponibilizado pelo Banco de Portugal. 

Este aumento de 11,3 mil milhões de euros foi precipitado sobretudo pelo acréscimo de 8 mil milhões de euros relativos aos endividamento do setor público e de 3,3 mil milhões de endividamento do setor privado.



Segundo a instituição nacional, o
 incremento do endividamento do setor público refletiu-se sobretudo no acréscimo do endividamento face ao exterior (4,1 mil milhões de euros) e face ao setor financeiro (3,1 mil milhões de euros).

Já no setor privado, o endividamento das empresas face ao setor financeiro aumentou 3,4 mil milhões de euros. Este acréscimo foi ligeiramente compensado pela diminuição do endividamento dos particulares face ao setor financeiro, diz o Banco de Portugal.

No período em análise, a taxa de variação anual do endividamento total das empresas privadas foi de 2,6%, o que representa uma subida de 2 pontos percentuais, face ao registado no mês anterior. No caso dos particulares, a taxa de variação anual diminuiu 0,1 pontos percentuais para os 0,7%.
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