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Endividamento da economia sobe para máximos de 10 meses nos 725 mil milhões

A dívida das empresas privadas deu em março um salto de quase 2 mil milhões de euros, mas continua abaixo do registado há um ano.

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Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 21 de Maio de 2020 às 11:51
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O endividamento do setor não financeiro em Portugal aumentou em março para 725 mil milhões de euros, o que representa o terceiro mês seguido de subidas.

 

Face a fevereiro o aumento foi de 1,3 mil milhões, sendo que no trimestre o agravamento foi de 6,3 mil milhões de euros. Os dados publicados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal mostram que o endividamento da economia portuguesa está agora em máximos desde maio de 2019, quando atingiu um recorde acima dos 729 mil milhões de euros.

 

O endividamento do setor não financeiro corresponde a 342,2% do PIB, o que representa um agravamento de quase 4 pontos percentuais face ao final do ano passado, mas situa-se abaixo do registado no final do primeiro trimestre do ano passado (acima de 350% do PIB).

 

Do endividamento total da economia portuguesa, 322,4 mil milhões de euros respeitavam ao setor público e 402,6 mil milhões de euros ao setor privado (139,3 milhões de euros das famílias e 263,3 mil milhões de euros das empresas). O agravamento registado em março foi da responsabilidade do setor privado empresarial, ja que baixou no Estado e nas famílias.

 

No primeiro mês de impacto da pandemia em Portugal o endividamento das empresas aumentou 1,9 mil milhões de euros, "sobretudo através do aumento do endividamento face ao setor financeiro".

 

Apesar deste agravamento acentuado em março, o endividamento das empresas privadas é inferior ao registado em março do ano passado.

 

Já o endividamento do setor público baixou em 400 milhões de euros e o das famílias reduziu-se em 200 milhões de euros.

 

Segundo o Banco de Portugal, a taxa de variação anual do endividamento total das empresas privadas foi de 0,6% e o das famílias foi de 0,8%.

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