Ambiente Energia: Quatro cidades portuguesas entre as mais sustentáveis do mundo

Energia: Quatro cidades portuguesas entre as mais sustentáveis do mundo

São mais de 100 as cidades em todo o mundo que já produzem electricidade de forma sustentável. Portugal tem quatro cidades que funcionam através de energias renováveis.
Energia: Quatro cidades portuguesas entre as mais sustentáveis do mundo
Raquel Murgeira 27 de fevereiro de 2018 às 11:59

São mais de 100 as cidades que funcionam a um ritmo energético sustentável. De Salvador, no Brasil, até Basileia, na Suíça são diversas as cidades que usam mais de 70% de energias renováveis, segundo a Bloomberg, de acordo com um estudo da Carbon Disclosure Projet (CDP), uma organização sem fins lucrativos que pretende alertar os países, empresas, investidores e regiões a gerir o seu impacto ambiental.

Cidades por todo o mundo traçam um caminho cada vez mais amigo do ambiente. Nas zonas onde as populações são mais concentradas e os níveis de poluição são mais elevados, e as cidades têm tentado descer ao máximo a subida da temperatura global, para isso utilizam energia hidroeléctrica, geotérmica, solar e eólica, de forma a conseguirem manter as luzes acesas de forma sustentável.


Portugal não é excepção. Segundo o relatório da CDP, em território nacional existem quatro cidades energeticamente sustentáveis: Fafe (100%), Braga (79%), Porto (75%) e Cascais (73%).

Em primeiro lugar surge Fafe, com 100% de utilização de energia renovável, 97% proveniente de energia hidroeléctrica e 3% de energia solar. Logo depois aparece Braga com 79% de utilização de energia renovável, a maioria da sustentabilidade da cidade advém da energia eólica (52%) e da energia hidroeléctrica (14%). O Porto surge com 75% de utilização de energia renovável, na cidade nortenha a maior percentagem de alternativas de produção eléctrica provém da energia eólica (49,6%) e da energia hidroeléctrica (13,9%). Por último, destacada na lista de cidades mais sustentáveis a nível energético do mundo pela CDP, surge Cascais. A cidade utiliza 73% de energia renovável, sendo que 52% advém de energia eólica e 13% deriva de energia hidroeléctrica.


Desde o Acordo de Paris, que a meta é diminuir em dois graus a temperatura devido ao aquecimento global,  os líderes de várias cidades espalhadas por todo o mundo começaram a "melhorar os seus relatórios ambientais e a estabelecerem alvos firmes de redução de emissões", salienta o relatório da CDP citado na Bloomberg.

"Muitas cidades do mundo em desenvolvimento usaram os recursos naturais locais disponíveis. Essa actividade pioneira foi em grande parte impulsionada pelas necessidades económicas locais e também pela vontade política ", explica Kyra Appleby, administradora da CDP na Bloomberg. E continua, esclarecendo que "existem várias cidades que já estão a começar a entender a necessidade da produção de energia verdadeiramente sustentável que considere o meio ambiente e a população local".




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comentários mais recentes
tonuc 03.03.2018

Oh JNparol
Quando se tem assim um nível básico, com inteligência e formação cívica e moral abaixo de cão, vomitam-se para aqui umas alarvidades como essas, não é?
Pois, eu até entendo, cada um dá o que tem e a mais não é obrigado... Mas é triste, muito triste, deprimente, mesmo.

Miguel Máximo 28.02.2018

Ò Sr. Eng° do IST, perdoe a pergunta que vale a minha ignorância, mas o artigo fala em energia "hidroelétrica".... não será essa a tal das barragens? A tal que usa a chuva (e não só) para encher albufeiras? E não será que é renovável?
bem haja

JNparol 27.02.2018

Para ter isenção de IMI, basta levar à câmara de lisboa o cachecol do benfica ou é necessário apresentar o cartão de sócio. Hoje a fila estava muito comprida.
O chefito aqui deste pasquim já recebeu os bilhetes para o próximo jogo?

Anónimo 27.02.2018

O problema das renováveis é o facto dos sobrecustos continuarem apenas a ser imputados aos consumidores domésticos e não ser aplicada transversalmente por todos os consumidores... outra questão relevante é o IVA a 23% que o anterior governo decretou e que o atual não toca...

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