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Energia coloca bolsa nacional em terreno negativo

A praça de Lisboa inverteu a tendência positiva que registava, desde o início da sessão, e está já a acompanhar as perdas das principais bolsas europeias.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 18 de Abril de 2012 às 10:18
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O PSI-20 cede 0,22% para os 5.225,78 pontos, com sete cotadas em alta, doze em queda e uma inalterada. Também os restantes mercados europeus seguem a negociar no vermelho, a corrigir dos ganhos registados ontem, e já depois de algumas cotadas terem reportado os resultados do primeiro trimestre de 2012.

O sector da energia é o principal responsável pela inversão da tendência da praça portuguesa. A Galp Energia é mesmo a cotada que mais penaliza o mercado nacional, ao ceder 1,84% para os 11,21 euros, numa altura em que os preços do petróleo seguem sem uma tendência definida nos mercados internacionais.

Também o grupo EDP pesa neste comportamento. A casa-mãe recua 0,76% para os 2,086 euros, enquanto a EDP Renováveis deprecia 0,70% para os 3,409 euros. Já a Redes Energéticas Nacionais (REN) soma 0,09% para os 2,152 euros.

Outro dos títulos que ajuda a definir a tónica negativa da sessão é o Banco Comercial Português (BCP). O banco liderado por Nuno Amado cede 0,90% para os 0,11 euros. No sector, também o Espírito Santo Financial Group (ESFG) recua 0,37% para os 5,38 euros.

Já o Banco Espírito Santo (BES) soma 1,29% para os 0,628 euros, enquanto o BPI avança 0,50% para os 0,404 euros, depois de ter chegado já a valorizar mais de 3% no início da sessão. O banco liderado por Fernando Ulrich apresenta, na próxima sexta-feira, os seus resultados relativos ao primeiro trimestre deste ano.

A Jerónimo Martins também já atenuou os ganhos do início da sessão e segue inalterada nos 15,57 euros. Ontem, o Millennium investment banking reviu em alta a avaliação para as acções da dona dos supermercados Pingo Doce, de 15,10 euros para 16,30 euros, subindo também a recomendação para “neutral” de “reduzir”

A impedir uma queda mais acentuada da praça de Lisboa está, sobretudo, a Portugal Telecom (PT), que avança 1,51% para os 3,827 euros. A sua participada brasileira, a Oi, anunciou ontem que se propõe a pagar aos seus accionistas oito mil milhões de reais (3,3 mil milhões de euros) aos seus accionistas até 2015, em dividendos.

A cotada portuguesa poderá, deste modo, receber mais de 500 milhões de euros, pela sua participação na companhia brasileira.

As restantes cotadas do sector das telecomunicações não registam uma tendência definida. A Sonaecom aprecia 0,33% para os 1,224 euros, enquanto a Zon Multimédia cede 0,20% para os 2,50 euros. O Millennium investment banking desceu o preço-alvo da dona da TV Cabo para 3,05 euros face aos 3,70 euros anteriores, mantendo a recomendação de “comprar”.



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