Educação Engenharia passou a ter a média mais alta para entrar na universidade

Engenharia passou a ter a média mais alta para entrar na universidade

Já tem de se ter notas mais altas para entrar em engenharia aeroespacial e engenharia física tecnológica no Instituto Superior Técnico do que o exigido para entrar em medicina.
Engenharia passou a ter a média mais alta para entrar na universidade
Pedro Elias/Negócios
Negócios com Lusa 11 de setembro de 2016 às 00:19
A medicina já não é o curso que exige a nota mais alta. Este ano, e pela primeira vez, foram três cursos de engenharia que assumiram a média de entrada mais elevada. Os dois primeiros são cursos do Técnico e exigem uma média de 18,53 valores. 

De acordo com os dados divulgados pela Direcção-Geral do Ensino Superior, os cursos de Engenharia Física Tecnológica e de Engenharia Aeroespacial, no Instituto Superior Técnico, de Lisboa, ambos com média de 18,53 valores, e o curso de Engenharia e Gestão Industrial, na Universidade do Porto, com nota de entrada de 18,48 valores, foram este ano os três cursos com a média de entrada mais elevada na 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior.

O curso de Medicina da Universidade do Porto, com 18,4 valores, é o quarto na lista, depois de em 2015 ter sido o que registou a média mais alta de entrada nesta fase: 18,67 valores.

Segundo os dados da DGES, houve este ano na 1.ª fase de acesso ao ensino superior oito cursos com média de entrada superior a 18 valores: aos já citados juntam-se Medicina no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, da Universidade do Porto (18,25), Medicina na Universidade do Minho (18,17) Bioengenharia, na Universidade do Porto (18,2) e Matemática Aplicada e Computação, no Instituto Superior Técnico (18,05).

Do lado dos cursos com médias mais baixas, há 38 cursos com notas de entrada iguais ou superiores a 9,5 valores e inferiores a 10 valores, com 824 estudantes a ficarem colocados com notas de entrada compreendidas neste intervalo.

A Universidade do Porto (UP) foi a instituição de ensino superior com a mais elevada classificação média ponderada do último candidato colocado com 157,2 valores, acima dos 151 valores registados pela Universidade Nova de Lisboa.

A UP registou também o maior número de candidatos em primeira opção por vaga disponibilizada no concurso nacional de acesso ao ensino superior deste ano, pois por cada uma das suas 4.160 vagas, houve 1,9 candidatos que colocaram a UP como primeira opção para frequentar o ensino superior, ou seja, a UP teve quase o dobro dos candidatos às vagas disponíveis.

"É uma distinção que muito honra a instituição. A procura ser quase duas vezes maior do que a oferta é uma prova clara de que os jovens candidatos e as suas famílias reconhecem que um diploma da UP é um valioso atestado de competências para entrar na vida profissional, uma grande mais-valia no mercado de trabalho nacional e internacional", avançou à agência Lusa o reitor da UP, Sebastião Feyo de Azevedo.

Para Sebastião Feyo de Azevedo, estes resultados explicam-se com o facto de a UP se ter vindo a distinguir pela reputação de "excelência" que construiu e consolidou ao longo dos últimos anos, tanto a nível nacional, como internacional, "fruto da qualidade que a sociedade, as empresas e as instituições em geral" perceberam existir no trabalho desenvolvido pela universidade a "todos os níveis da sua missão de educação, de investigação e de prestação de serviços".

A UP registou, globalmente, as mais altas notas de entrada no ensino superior. "São da Universidade do Porto quatro dos seis cursos com as mais altas médias de entrada do País, ou num universo mais alargado, nove dos 25 cursos (36%), com as notas mais elevadas".

Os quatro cursos da UP que estão no 'top' seis são Engenharia e Gestão Industrial, da Faculdade de Engenharia (184,8 valores o último candidato), Medicina, na Faculdade de Medicina (184 valores), Medicina, no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (182,5 valores), e o curso de Bioengenharia da Faculdade de Engenharia (182 valores).

A 1.ª fase do concurso de acesso ao ensino superior público colocou 42.958 novos alunos nas universidades e politécnicos, um aumento de 2,1% em relação à mesma fase em 2015, segundo dados da DGES.

Os quase 43 mil colocados em 2016, comparados com os 42.068 do ano anterior, traduz-se em mais 890 estudantes que conseguem lugar na 1.ª fase, face a 2015. Este ano houve, na 1.ª fase, mais 133 vagas a concurso do que em 2015.

A 2.ª fase do concurso decorre de 12 a 23 de Setembro, para os candidatos que não conseguiram lugar na 1.ª fase, para colocados que queiram mudar de curso ou de instituição.

Os resultados da 2.ª fase são divulgados a 29 de Setembro.



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