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Ensino superior perde 1.400 professores por ano

Politécnicos e privados são os mais afectados pela redução de docentes desde o início da década, diz ao JN o líder do Sindicato Nacional do Ensino Superior, para quem o ministro Manuel Heitor é uma "enorme desilusão".

Negócios jng@negocios.pt 12 de Setembro de 2016 às 10:53
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O Ensino Superior perdeu 15% dos professores entre 2010 e 2014, incluindo docentes contratados e de quadro, a leccionar em instituições públicas ou privadas. No total houve 5.718 pessoas a sair do sistema, o que dá uma média de cerca de 1.400 professores "perdidos por ano".

 

Os dados da Direcção-Geral de Estatística da Educação foram partilhados pelo novo presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior em entrevista ao JN. Gonçalo Velho calcula que o privado tenha perdido mais de um terço dos professores (3.801) e que a saída de 1.551 docentes nos politécnicos corresponda a uma redução de 14,2%. Nas universidades, a diminuição foi "apenas" de 2,4%, com a perda de 366 docentes.

 

"Estas saídas acompanham o decréscimo do financiamento, sendo que até revelam alguma resistência pelas instituições, já que o corte nas verbas é mais acentuado", sublinhou o dirigente académico na Universidade de Coimbra, licenciado em História e doutorado em Arquitectura, eleito em Julho para a presidência do Sindicato Nacional do Ensino Superior.

 

O também professor do Instituto Politécnico de Tomar sustenta que, nos primeiros três anos desta década, o único registo de aumento de docentes foi no número dos que exercem a actividade a tempo parcial (+14%), sendo "todos os demais de perda". Lamentando que as possibilidades de ingresso na carreira sejam "diminutas", diz que "proteger o emprego científico" é a grande prioridade do seu mandato e confessa uma "enorme desilusão" ao avaliar o ministro Manuel Heitor.

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