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Entrada do FMI é uma "perspectiva em aberto" e depende da aprovação e execução do OE

A ex-líder do PSD Manuela Ferreira Leite disse ontem que a entrada do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Portugal é uma "perspectiva em aberto", que depende da aprovação e execução do próximo Orçamento do Estado.

Lusa 16 de Novembro de 2010 às 08:13
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Questionada pelos jornalistas à entrada para uma sessão com militantes na sede distrital do PSD em Coimbra, a deputada social democrata não quis dar "grandes opiniões", mas sempre adiantou que a vinda do FMI "depende daquilo que for a aprovação e execução do Orçamento, coisa que neste momento ainda não está concretizada".

"Há sempre essa possibilidade, que está em aberto e depende muito dos governos, como é que eles actuam e, neste momento, especialmente, em relação ao Orçamento, o que é que vão fazer", disse a ex-presidente do PSD.

Manuela Ferreira Leite não quis comentar as declarações do ministro das Finanças, que afirmou hoje, ao jornal britânico Financial Times, que o risco de Portugal recorrer ao apoio financeiro da União Europeia "é elevado", por se tratar de um desafio à estabilidade da Zona Euro.

"Não vale a pena qualificar as opiniões. As afirmações ficam com quem as produziu", sublinhou.

A antiga ministra das Finanças considerou ainda que o FMI não é um "bicho papão", mas sim uma "instituição que existe exatamente para socorrer os países que estão em dificuldades".

"Nós estamos em dificuldade e, portanto, é uma das hipóteses de socorro", referiu Manuela Ferreira Leite, para quem a vinda do FMI não representa mais sacrifícios para os portugueses "do que aqueles que passarão" sem a sua vinda.

Quanto à intenção do Governo de avançar com o projecto de alta velocidade ferroviária (TGV) no troço Poceirão-Caia no início do primeiro trimestre de 2011, a deputada social democrata disse tratar-se de uma discussão "inútil".

"Acho inútil a discussão, porque uma coisa é certa: não vai haver dinheiro para fazer e, portanto, como não vai haver dinheiro para fazer e isso tem uma grande força, não vai ser feito de certeza absoluta", frisou a parlamentar do PSD.

No início da sessão dedicada ao "Estado da Economia", promovida pelo Conselho de Opinião do PSD de Coimbra, Manuela Ferreira Leite, oradora convidada, não autorizou os jornalistas a permanecerem na sala, contrariamente ao que tem sido hábito nas reuniões daquela estrutura.

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