IRS Entrega do IRS: "Não é preciso fazer tudo no início, nem deixar tudo para a última hora"
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Entrega do IRS: "Não é preciso fazer tudo no início, nem deixar tudo para a última hora"

Em entrevista sobre as funcionalidades técnicas da entrega do IRS, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais diz que, até às 8 horas da manhã, 256.817 contribuintes tinham entregue ou validado a declaração.
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Negócios 02 de abril de 2018 às 11:22

O prazo para a entrega do IRS de 2017 arrancou este domingo, e, até às 8 da manhã desta segunda-feira, 2 de Abril, 256.817 contribuintes já tinham validado ou preenchido a sua. A contabilidade foi feita pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais que, à Antena 1, recorda que dois meses são muito tempo, pelo que "não é preciso fazer tudo no início, nem deixar tudo para a última hora".


Numa entrevista sobre as funcionalidades técnicas da campanha de IRS de 2017, António Mendonça Mendes foi confrontado pelo entrevistador da Antena 1 com problemas técnicos no acesso ao Portal das Finanças, mas disse que é "preciso desmistificar" as falhas: "elas poderão ser temporárias, e não serem atribuíveis ao sistema informático mas ao nosso browser".

Seja como for, as primeiras horas da campanha do IRS confirmam a tendência: "Os grandes picos de utilização são no início e no final" e a prova-lo está o balanço do primeiro dia: às 8 horas da manhã desta segunda-feira, 2 de Abril, mais de 256.817 contribuintes já tinham entregue a declaração. Desses, 123 mil tinham usado a funcionalidade do IRS automático (isto é, aceitaram integralmente os valores que a Autoridade Tributária tinha pré-preenchido).

 

O governante lembra contudo que a entrega do IRS é possível, para todos, em Abril e Maio, aconselhando a que os contribuintes façam uma gestão do calendário menos concentrada. "Dois meses são dois meses – não é preciso fazer tudo ao início, nem deixar tudo para a última hora", diz António Mendonça Mendes.

 

Pessoas sem computador nem internet: "tenho a expectativa de que não haverá problemas"

Questionado sobre as pessoas que este ano perdem o direito a entregar o IRS em papel, o secretário de Estado considerou que elas são poucas – cerca de 150 mil famílias. E disse ter a "expectativa" de que não haja problemas com elas.  

 

António Mendonça Mendes diz que as pessoas sem computador, internet ou capacidade para preencherem o IRS online, têm ao seu dispor o "atendimento digital assistido" nos serviços de finanças, que podem ir às juntas de freguesia (há mais de 800 que ajudam no preenchimento do IRS) e aos espaços do cidadão.

Quem não quiser confrontar-se com as longas filas de espera dos serviços de finanças pode tentar ver se é possível fazer um pré-agendamento: "através do serviço telefónico, podem ver se há possibilidade de marcação por pré-agendamento. Senão dirigem-se a um serviço de finanças". Segundo o governante, "temos dois meses, temos tempo".

À caixa de correio dos contribuintes já deverá ter chegado uma senha para acesso ao Portal das Finanças. Mendonça Mendes diz que o facto de se ter imposto a 100% a entrega de IRS pela internet "ajuda mais facilmente a Autoridade Tributária a detectar os casos de divergência".


O governante não tem expectativa quanto ao valor de IRS a reembolsar este ano mas, quanto aos prazos, espera que eles baixem. Embora a lei permita que os reembolsos se façam até 31 de Agosto, os tempos têm vindo a ser encurtados tendo, no ano passado, alcançado uma média de 23 dias. Quem tem IRS automático (isto é, não questiona os valores introduzidos pelas Finanças nem acrescenta ou tira informação) o prazo foi inferior: 12 dias em média. Como este ano se espera que o IRS automático chegue a mais gente (cerca de 3 milhões de contribuintes potencialmente), a expectativa é que o prazo médio global de reembolso também baixe.




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