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Ernst & Young prevê subida de 1,4% no PIB de Portugal em 2014

A consultora aponta um potencial chumbo do Tribunal Constitucional (TC) a medidas do Governo como um risco para a subida do PIB. Portugal deve escolher um programa cautelar para o “pós-troika”, apesar de estar “muito perto de uma saída limpa”.

Bloomberg
Negócios 20 de Março de 2014 às 15:53
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A Ernst & Young (EY) estima que o crescimento do PIB de Portugal em 2014 seja de 1,4%. Este valor é superior às estimativas do Governo e da “troika”, que apontam para um crescimento de 1,2% (menos 0,2 pontos percentuais). As exportações deverão ser o “motor” do crescimento, segundo a consultora, graças às “reformas no mercado de trabalho”, que permitirão recuperar “alguma da competitividade perdida nos anos antes da crise".

 

Apesar da previsão para este ano, a EY alerta que a recuperação face à recessão dos últimos três anos vai ser lenta, projectando crescimentos de 1,2% para os anos posteriores a 2104.

 

A consultora prefere o programa cautelar a uma saída “limpa”. Apesar de Portugal estar a seguir um caminho "muito próximo ao irlandês, esperamos que Portugal negoceie um programa cautelar na primeira metade de 2014”. Para a consultora, o acesso às linhas de crédito do Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira (MEEF) é “mais do que suficiente para garantir o financiamento necessário e um regresso aos mercados muito mais credível”, conclui a consultora.

  

Sobre o défice, previsto para 4% este ano, a consultora lembra que 80% das medidas do Orçamento de Estado de 2014 são do lado da despesa. Alerta ainda que o Governo de Pedro Passos Coelho “muito dificilmente” conseguirá atingir esta meta do défice se houver medidas consideradas inconstitucionais pelo TC, apesar do “compromisso do Governo em tomar medidas alternativas do mesmo valor”. A consultora estima que as medidas compensatórias a um enventual chumbo do TC "podem mesmo passar pelo aumento de impostos” e “colocar em risco o crescimento do PIB”.

 

A redução do investimento público e dos consumos intermédios do Estado são outros factores que podem prejudicar a subida do PIB.

 

O desemprego jovem é considerado como o maior problema dos próximos anos em Portugal. Segundo a consultora, “será difícil para as empresas locais competirem no mercado internacional e ajudar na recuperação da economia se este problema se mantiver durante muito tempo”, alerta a EY no documento. Sobre o mercado de traalho, a auditora aponta para uma taxa de desemprego média de 16% em 2014, mais um ponto percentual em relação às previsões do Governo, revistas em baixa por Maria Luís Albuquerque.

 

No capítulo das empresas, a EY aponta para o regresso do investimento em 2014: 0,9%, depois do recuo de 37% entre 2008 e 2013, como salienta o documento. A consultora indica que o financiamento das empresas ainda se encontra “muito difícil” e que Portugal tem o segundo custo de financiamento mais alto da zona euro, apenas atrás da Grécia.

 

As perspectivas da Ernst & Young foram também divulgadas para os restantes 17 países da “moeda única”.

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