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Escândalo no MAI determinou saída do secretário de Estado

Fernando Alexandre foi interrogado pelo Ministério Público no âmbito do processo que investigou casos de corrupção no Ministério da Administração Interna e que envolve 5,9 milhões em adjudicações sem concurso público. O secretário de Estado demitiu-se por causa do processo, escreve o Correio da Manhã.

Este economista e professor na Universidade do Minho é um dos pontos de contacto de Rio com o passismo, já que no anterior Governo foi secretário de Estado da Administração Interna.
Bruno Simão/Negócios
Negócios negocios@negocios.pt 08 de Maio de 2015 às 13:10
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Foi o escândalo de corrupção no Ministério da Administração Interna (MAI), e não meras razões pessoais, que levou à saída de Fernando Alexandre, o secretário de Estado adjunto que se demitiu no início de Abril. O Correio da Manhã desta sexta-feira explica que o secretário de Estado é o único governante a ser arrolado pelo Ministério Público como testemunha na acusação.

 

O Correio da Manhã teve acesso à acusação e adianta que esta visa essencialmente João alberto Correia, ex-director-geral de infraestruturas e equipamentos do MAI, por um total de 69 crimes, 32 dos quais de corrupção passiva.

 

O Correio da Manhã noticia que o ex-secretário de Estado foi ouvido pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) e terá sido confrontado com o facto de ter permitido a actuação do ex-director geral quando já havia indícios de que este não seria de confiança, tendo mesmo sido retirados vários poderes de decisão.

 

Quando se demitiu, Fernando Alexandre alegou motivos pessoais. O Observador escreveu, na altura, que na base da decisão estaria uma incompatibilização com a ministra Anabela Rodrigues.

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