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Escolha de Correia de Campos bem recebida pelos parceiros sociais

Só a CGTP optou por não comentar o nome de Correia de Campos, que será o próximo presidente do Conselho Económico e Social (CES), um órgão consultivo onde estão representantes de mais de duas dezenas de entidades.

Bruno Simão/Negócios
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A escolha de Correia de Campos para presidente do Conselho Económico e Social (CES), uma entidade consultiva na qual estão representadas mais de duas dezenas de entidades, foi bem recebida pela maioria dos parceiros sociais. À saída de uma reunião de concertação social só a CGTP optou por não comentar o nome.

"É um nome que gera alguma expectativa, quer pelo seu percurso profissional quer pela competência que lhe reconhecemos. Estamos convencidos que ajudará no trabalho do Conselho Económico e Social", afirmou António Saraiva, lembrando que o CES e a concertação social não são a mesma coisa. "É uma pessoa que tem perfil", acrescentou o presidente da Confederação Empresarial (CIP), à saída de uma reunião de concertação social, esta sexta-feira.

Carlos Silva, da UGT, quis aplaudir o entendimento "finalmente conseguido" entre PS e PSD, um passo no sentido de "atenuar a crispação" que se tem vivido entre os partidos. "Se o Dr. Correia de Campos foi, de forma consensual, apontado como presidente do CES a UGT aplaude e espera que traga o seu conhecimento da política portuguesa, da sua forma de estar, de antigo governante, e um homem… enfim, muito assertivo na sua intervenção", disse.

"Não fomos consultados mas não temos nada a objectar", afirmou Vieira Lopes, da CCP.

A CGTP considerou que não se deve pronunciar neste momento sobre o assunto. "Não temos comentários a fazer", respondeu Arménio Carlos. "Vamos aguardar a vinda do novo presidente e depois iremos pronunciar-nos de acordo com a evolução dos acontecimentos e com o seu tipo de intervenção. 

Tal como a CGTP, a UGT também garantiu que não foi consultada sobre a escolha do antigo ministro da Saúde – nem teria de o ser, acrescentou Carlos Silva.


CES não é a concertação social

O presidente da Confederação Empresarial (CIP) sublinhou que o presidente do CES não tem competências ao nível da Comissão Permanente de Concertação Social – onde se fazem as negociações entre o governo, quatro confederações patronais e duas sindicais. A concertação social é antes presidida pelo primeiro-ministro, que por sua vez geralmente delega no ministro do Trabalho.

O Conselho Económico e Social (CES), pelo contrário, é um órgão consultivo com um plenário de 66 membros efectivos que represental mais de duas dezenas de entidades,com a presença do governo, de empregadores, de trabalhadores, de representantes dos governos regionais e locais, e de outras associações. O CES elabora por exemplo os pareceres sobre o orçamento do Estado ou o Programa Nacional de Reformas.


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