Europa Espanha continua sem aprovar orçamento de 2018. PSOE tem chave na mão

Espanha continua sem aprovar orçamento de 2018. PSOE tem chave na mão

Tendo em conta a probabilidade de os cinco deputados dos nacionalistas bascos votarem contra o orçamento do Estado espanhol, o governo liderado por Mariano Rajoy precisa que o PSOE, ou pelo menos cinco parlamentares socialistas, viabilizem o documento sem o qual Espanha permanecerá num impasse.
Espanha continua sem aprovar orçamento de 2018. PSOE tem chave na mão
Reuters
David Santiago 02 de abril de 2018 às 17:18

Findo o primeiro trimestre, Espanha continua a viver sem orçamento aprovado, o que reduz a capacidade legislativa do governo de Mariano Rajoy. Dado o impasse, PP e Cidadãos, partido que apoiou a investidura de Rajoy como primeiro-ministro, pressionam o PSOE para viabilizar o documento apelando ao "sentido de Estado" dos socialistas.

 

O facto de os cinco deputados dos nacionalistas bascos (PNV) fazerem depender o voto favorável ao orçamento do Estado para 2018 da desactivação do artigo 155 da Constituição, invocado por Madrid para assumir a governação da Catalunha, faz com que Rajoy dependa do PSOE para garantir a aprovação das contas.

 

E tendo em conta que o bloqueio político na Catalunha deverá perdurar, com escassas expectativas de investidura de um presidente da Generalitat, seja pelas posições do Tribunal Supremo seja pelas divisões no seio do bloco independentista, tudo indica que o PNV não apoie o documento aprovado pelo governo espanhol no final de Março.

 

Em alternativa, Rajoy busca garantir o apoio do partido liderado por Pedro Sánchez, ou pelo menos dos cinco deputados necessários à aprovação do orçamento. Nesse sentido, esta segunda-feira o vice-secretário de Política Social do PP, Javier Maroto, instou Sánchez a assegurar "cinco votos ao acaso" para aprovar o documento que será entregue esta terça-feira no parlamento espanhol.

Na mesma linha, o líder do Cidadãos, Albert Rivera, defendeu esta manhã que "o PSOE tem de apoiar o orçamento". "O mais lógico seria que o senhor Pedro Sánchez, em vez de insistir no ‘não é não’, tivesse mostrado disponibilidade para negociar", sustentou o presidente do partido centrista que surge na frente das sondagens e se afirma cada vez mais como primeira força política espanhola.  

 

Tanto o PP como o Cidadãos apelam à "responsabilidade" dos socialistas, defendendo que não devem ceder à "chantagem" exercida pelos nacionalistas bascos.




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