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Espanha e Alemanha asseguram que Itália não é o país que se segue

Wolfgang Schaeuble garante que plano de consolidação orçamental italiano é "muito convincente".

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 11 de Julho de 2011 às 14:29
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Os ministros das Finanças de Espanha e da Alemanha defenderam hoje, em declarações distintas, que a Itália não vai precisar de ajuda externa e que o seu plano orçamental é até “muito convincente”.

Wolfgang Schaeuble, o responsável pelas finanças germânicas, disse que a Itália pode evitar ficar presa à crise da dívida da Zona Euro, porque tem um plano de consolidação das suas contas públicas “muito convincente”, declarou aos jornalistas em Bruxelas.

A Alemanha tinha já hoje mostrado “total confiança” na capacidade do Governo italiano em implementar as medidas de austeridade definidas no montante de 40 mil milhões de euros, através de declarações do porta-voz do Executivo, Steffen Seibert.

Em Bruxelas, também falou a ministras da Economia espanhola, Elena Salgado, antes do encontro dos responsáveis pelas finanças europeias.

“A Itália pode sair desta situação por si própria e com a ajuda de todos os países da Europa, mas não com ajuda financeira”, referiu aos jornalistas.

O país liderado pelo Executivo de Sílvio Berlusconi está sob tensão, com a subida expressiva dos juros das obrigações no mercado secundário na totalidade dos prazos. Além disso, a bolsa está em mínimos de mais de um ano, com a queda intensa das acções dos bancos.

Visão das agências de “rating” sobre resgate é de curto prazo

Outra questão no centro das atenções é o segundo pacote de resgate financeiro à Grécia. O ministro das Finanças holandês, Jan Kees de Jager (na foto com Jean-Claude Trichet), disse que o país exige o envolvimento do sector privado para que exista um qualquer segundo resgate à Europa.

De Jager acrescentou que a visão das agências de “rating” sobre esta participação, que estas consideram levar ao incumprimento da Grécia, é uma visão de “curto prazo”.

Já a ministra das Finanças austríaca, Maria Fekter, disse que a União Europeia vai hoje debater o risco de uma notação financeira de “incumprimento” e qual o impacto de uma extensão das maturidades helénicas, aquilo que se chama um “rollover”.

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