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Espanha enfrenta cenário de eleições antecipadas, injecção na banca e resgate europeu

Resgate europeu. Injecção de liquidez no sistema bancário. Eleições antecipadas. Estas são, segundo o banco de investimento norte-americano Merrill Lynch, as situações mais prováveis que podem ocorrer, durante os próximos dois a três meses, em Espanha. Entretanto, a Moody’s baixou o "rating" da dívida de cinco comunidades espanholas.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 01 de Julho de 2010 às 13:21
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Resgate europeu. Injecção de liquidez no sistema bancário. Eleições antecipadas. Estas são, segundo o banco de investimento norte-americano Merrill Lynch, as situações mais prováveis que podem ocorrer, durante os próximos dois a três meses, em Espanha. Entretanto, a Moody’s baixou o "rating" da dívida de cinco comunidades espanholas.

O banco de investimento "desenhou" quatro cenários possíveis para a economia espanhola. No mais provável, e também mais pessimista, o Merrill Lynch antecipa que Espanha vai enfrentar eleições antecipadas, um resgate por parte da União Europeia e a necessidade de injecção de liquidez no sistema bancário durante os próximos dois a três meses.

À já existente e profunda crise económica e financeira que a Espanha atravessa, o banco de investimento norte-americano junta uma crise política que poderá obrigar à realização de eleições antecipadas.

Neste cenário mais pessimista, o Merrill Lynch admite que Espanha poderá ser forçada a recorrer ao fundo de 750 mil milhões de euros criado pela União Europeia para injectar liquidez no sistema bancário do país.

No plano macroeconómico, o banco de investimento antecipa que o produto interno bruto (PIB) vai manter-se abaixo da média da União Europeia durante vários anos.

O segundo cenário mais provável desenhado pela Merrill Lynch, bem mais optimista que o anterior, antecipa um período mais calmo nos mercados financeiros, a partir de Julho. "Os efeitos negativos das tensões sobre a economia poderão ser muito limitados e a conjuntura melhorará na segunda metade de 2010", prevê o banco, de acordo com o "site" do "Expansion".

Os restantes dois cenários são considerado pelo Merrill Lynch como "pouco ou extremamente improváveis" e antecipam que além da Espanha, também a Itália irá recorrer à ajuda europeia, e que exista um "divórcio" entre a Alemanha e a França.

Moody's baixa o "rating" de cinco comunidades autónomas espanholas

Esta manhã, e um dia após ter colocado sob revisão o "rating" da dívida espanhola, a Moody’s anunciou que reduziu a classificação de cinco das 17 comunidades autónomas espanholas.

A agência baixou o "rating" da dívida de Castela e Leão, Extremadura, Múrcia, Madrid e Castilla-La Mancha. A classificação das quatro primeiras passou de Aa2 para Aa1, enquanto o "rating" da comunidade Castilla-La Mancha desceu de Aa2 Aa3.

Recorde-se que ontem a Moody’s ameaçou retirar a classificação máxima ao "rating" da dívida espanhola, seguindo o exemplo da S&P e da Fitch. A agência justificou esta decisão com a "deterioração das perspectivas de crescimento".

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