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Estado perdeu quase 10% dos funcionários em 3 anos

Docentes e assistentes operacionais foram os que mais contribuíram para esta redução. Ainda assim, o ritmo de redução de pessoal abrandou no último ano.

Bruno Simão/Negócios
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As administrações públicas perderam 9,8% do pessoal entre Dezembro de 2011 e o final do ano passado, com uma redução de 71 mil funcionários. Os dados oficiais revelados esta segunda-feira, 16 de Fevereiro, pela Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), mostram que os docentes e os assistentes operacionais foram as carreiras que mais contribuíram, em termos absolutos, para esta diminuição.

 

Ao longo do último ano, porém, a quebra foi menos acentuada do que em anos anteriores, o que sugere que o ritmo de redução de funcionários poderá estar a abrandar. No final de 2014 havia menos 18,5 mil funcionários do que em período homólogo, numa redução de 2,7%. Em anos anteriores, a quebra anual tinha sido mais alta, aproximando-se dos 4%.

 

Face ao trimestre anterior, o número de funcionários aumentou, tal como ciclicamente acontece no quarto trimestre, devido à contratação de professores. Em comparação com o final do trimestre anterior há mais 8.708 funcionários, "por efeito sazonal de novas contratações nos estabelecimentos de Educação", explica a DGAEP.

 

Face a 2011, os representantes legislativos e executivos (-29%) os dirigentes (-14,9%) e os docentes (-13,9%) estão entre os que mais contribuíram, de forma proporcional, para esta redução. Mas em termos absolutos, foram os professores (-24,6 mil) e os assistentes operacionais (-21,8 mil) que mais contribuíram para a redução de 71 mil funcionários.

 

São precisamente os docentes e os assistentes operacionais que estão a ser enviados para casa no processo do Instituto da Segurança Social (ISS). Mas estes dados, que apontam para uma redução de 166 pessoas em requalificação no último ano (ou de 215 em três anos) ainda não reflectem os processos mais recentes, que arrancaram em Janeiro.

 

Dos dados publicados esta segunda-feira fica claro que no âmbito das restrições legislativas que obrigavam os serviços a dispensar contratados a prazo foram maiores as excepções do que o cumprimento da regra. Há ainda 69.800 pessoas com contratos a termo, sobretudo concentradas no ministério da Educação, numa redução pouco significativa face ao que foi registado em período homólogo.

 

[Actualizado e corrigido às 20:00]

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