Economia Estudo: 85% das empresas não estão prontas para o novo Regulamento de Protecção de Dados

Estudo: 85% das empresas não estão prontas para o novo Regulamento de Protecção de Dados

A uma semana da entrada em plena aplicação do regulamento comunitário dobre protecção de dados, a maioria das empresas europeias e dos EUA não está ainda preparada para as novas regras, revela um estudo da Capgemini hoje divulgado. Britânicos são os mais bem preparados.
Estudo: 85% das empresas não estão prontas para o novo Regulamento de Protecção de Dados
Filomena Lança 17 de maio de 2018 às 18:48

Numa corrida contra o tempo. É assim que se encontra a esmagadora maioria das empresas da Europa e dos Estados Unidos, conclui um estudo realizado pela consultora Capgemini segundo o qual a 25 de Maio 85% admitem não conseguir estar prontas a tempo da aplicação das novas regras.

 

O estudo, levado a cabo pelo Digital Transformation Institute da Capgemini e intitulado "Seizing the GDPR Advantage: From mandate to high-value opportunity", envolveu questionários a 1.000 gestores e 6.000 consumidores em oito mercados -  Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, Holanda, Alemanha, Itália, França e Suécia. O objectivo foi perceber as medidas que estão a ser tomadas pelas empresas, qual o seu grau de preparação para responderem e cumprirem os requisitos e quais as oportunidades de negócio geradas pelo RGDP. 

 

Neste momento, as empresas britânicas são as mais avançadas, apesar de apenas 55% responder que a 25 de Maio já estará em grande parte ou totalmente conforme com os novos requisitos. Seguem-se a Espanha (54%), a Alemanha (51%) e a Holanda (51%). A Suécia é o país que ainda tem mais a fazer: apenas 33% das empresas suecas estará em grande parte ou completamente conforme as regras do RGDP dentro do prazo. 

 

A Capgemini lembra que esta pode ser uma "oportunidade perdida de aumentar o volume de negócios", uma vez que o estudo também conclui que "39% dos consumidores que estão convencidos de que determinada empresa protege os seus dados pessoais, aumentam naturalmente o  volume de compras que faz junto desta organização".

 

Pelas contas da Capgemini, "os consumidores chegam a gastar mais 24% do que habitualmente" nas empresas cumpridoras. E, adicionalmente, "40% revelaram ter realizado transacções mais frequentes com esta (s) empresa (s), quer tenha sido numa base pontual ou regular".

 

Por outro lado, em toda a Europa, 57% dos indivíduos afirmou que irá tomar medidas contra as empresas que não protegerem devidamente os seus dados pessoais.




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Anónimo Há 1 semana

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