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EUA/Floyd: Rússia "escandalizada" pela violência policial contra jornalistas

A Rússia disse hoje estar "escandalizada" pela violência da polícia norte-americana contra os jornalistas, em particular contra uma colaboradora da agência russa Sputnik, agredida enquanto cobria as manifestações que abalam os Estados Unidos.

Lusa 02 de Junho de 2020 às 20:20
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"Estamos escandalizados pela violência contínua que a polícia norte-americana utiliza contra a imprensa internacional que faz cobertura das manifestações", indicou, em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

Moscovo refere-se notavelmente o caso de Nicole Russel, colaboradora da agência estatal russa Sputnik, atingida na segunda-feira por uma bala de borracha disparada pela polícia e "atirada ao chão e literalmente pisada" por um polícia, apesar de ter apresentado o cartão de imprensa.

Segundo o ministério, a jornalista "sofreu vários ferimentos" e a "crueldade escandalosa e ilegal", como se referiu ao ocorrido, aconteceu perto dos muros da Casa Branca, em Washington.

"Observamos com preocupação que a situação dos direitos de imprensa nos Estados Unidos está a deteriorar-se dia após dia", afirmou a diplomacia russa, apelando às autoridades norte-americanas para acabarem com a "arbitrariedade policial" contra a imprensa.

George Floyd, um afro-americano de 46 anos, morreu em 25 de maio, em Minneapolis (Minnesota), depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos numa operação de detenção, apesar de Floyd dizer que não conseguia respirar.

Desde a divulgação das imagens nas redes sociais, têm-se sucedido os protestos contra a violência policial e o racismo em dezenas de cidades norte-americanas, algumas das quais foram palco de atos de pilhagem.

Pelo menos quatro mil pessoas foram detidas e o recolher obrigatório foi imposto em várias cidades, incluindo Washington e Nova Iorque, mas diversos comentários do Presidente norte-americano, Donald Trump, contra os manifestantes têm intensificado os protestos.

Os quatro polícias envolvidos no incidente foram despedidos, e o agente Derek Chauvin, que colocou o joelho no pescoço de Floyd, foi detido, acusado de assassínio em terceiro grau e de homicídio involuntário.

A morte de Floyd ocorreu durante a sua detenção por suspeita de ter usado uma nota falsa de 20 dólares (18 euros) numa loja.
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