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Euribor a três meses atinge novo máximo de 2000

As taxas Euribor voltaram a subir, depois de Julho ter sido marcado pelo máximo histórico da média mensal da Euribor a seis meses. Estas taxas têm subido consecutivamente e a Euribor a três meses atingiu hoje o valor mais elevado desde Dezembro de 2000.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 04 de Agosto de 2008 às 12:33
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As taxas Euribor voltaram a subir, depois de Julho ter sido marcado pelo máximo histórico da média mensal da Euribor a seis meses. Estas taxas têm subido consecutivamente e a Euribor a três meses atingiu hoje o valor mais elevado desde Dezembro de 2000.

As taxas Euribor têm subido a reflectir os aumentos de juros efectuados pelo Banco Central Europeu (BCE) e a instabilidade que se tem vivido no seio do sistema financeiro. Esta instabilidade tem levado estas taxas a atingirem máximos e a afastarem-se do nível dos juros praticados pela autoridade monetária, que actualmente é de 4,25%.

A Euribor a seis meses avançou hoje para os 5,163%, depois de Julho ter sido marcado pela subida desta taxa, o que vai significar novos aumentos das prestações bancárias com o crédito à habitação para as famílias cuja revisão do contrato ocorra em Agosto. A média desta taxa foi de 5,148% em Julho, o que representa a média mensal desta taxa mais elevada de sempre.

Já a Euribor a três meses fixou-se nos 4,970%, o que representa o nível mais elevado desde Dezembro de 2000.

Apesar do BCE ter subido os juros de 2% para 4,25%, entre Dezembro de 2005 e Julho de 2008, os últimos meses têm sido marcados por uma grande instabilidade no sistema financeiro e tem sido este o factor que mais tem contribuído para a subida das Euribor. É que estas além de serem indexantes nos contratos de crédito à habitação são taxas interbancárias, ou seja, são os juros cobrados pelos bancos entre si para se financiarem.

E como muitos bancos precisaram de dinheiro para fazer face a perdas financeiras e o número de bancos com capacidade para emprestar era menor, os juros cobrados entre as instituições aumentou, o que acaba por se reflectir nos empréstimos dos bancos aos particulares.

Esta semana será marcada pela reunião do BCE. Devido à incerteza que tem rodeado o sistema financeiro, este ano a autoridade monetária vai reunir em Agosto. Os economistas não prevêem alterações do preço do dinheiro, depois de no mês passado o BCE ter anunciado um aumento dos juros para os 4,25%, com o intuito de controlar a inflação, que se mantém em máximos de 16 anos ao atingir os 4,1%.

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