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Euribor volta a subir e a atingir máximos de 2001

As taxas Euribor, os indexantes mais recorrentes no crédito à habitação em Portugal, voltaram a subir e a atingir o valor mais elevado desde 2001 nos prazos mais curtos.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 15 de Agosto de 2007 às 11:10
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As taxas Euribor, os indexantes mais recorrentes no crédito à habitação em Portugal, voltaram a subir e a atingir o valor mais elevado desde 2001 nos prazos mais curtos.

As taxas Euribor têm registado fortes subidas nos últimos dias, muito devido à escassez de liquidez no mercado financeiro. Entre quinta-feira da semana passada e ontem, o Banco Central Europeu (BCE) colocou no mercado cerca de 211,2 mil milhões de euros para combater a carência de liquidez.

Ainda assim, as taxas Euribor continuam a subir nos prazos mais curtos. A Euribor a três meses subiu hoje para os 4,525%, o que representa o valor mais elevado desde Junho de 2001, e a Euribor a seis meses aumentou para 4,574%, o nível mais alto desde Maio de 2001. Já a Euribor a 12 meses caiu hoje, pela primeira vez em três dias, para os 4,632%.

As taxas Euribor costumam reflectir a expectativa de subidas de juro por parte do BCE, mas neste momento, os valores já superaram as estimativas dos economistas, que apontavam para que a autoridade monetária aumentasse para os 4,5% o preço do dinheiro na Zona Euro até ao início de 2008.

O momento actual do mercado aumentou mesmo a incerteza em relação à actuação do BCE. O que era dado como quase certo deixou de o ser. O mercado estava à espera que a autoridade monetária aumentasse a taxa de juro para a Zona Euro para os 4,25% já na reunião de Setembro, mas as certezas diminuíram em relação a este aumento.

E ainda que o BCE opte por não subir os juros, se as Euribor mantiverem os níveis actuais, os consumidores da Zona Euro vão enfrentar novos aumentos nos créditos à habitação, uma vez que as revisões dos empréstimos se baseiam no valor das taxas Euribor a que estão indexados.

A justificação das subidas recentes prende-se com o facto das Euribor serem taxas de juro interbancária, ou seja, é o preço que os bancos cobram por emprestarem dinheiro entre si.

E como a liquidez no mercado tem sido reduzida, as Euribor têm subido devido ao aumento dos juros cobrados pelos bancos que dispõem de capital para emprestar.

Este cenário começou depois de se ter instalado a crise no mercado de crédito imobiliário de alto risco ("subprime") nos EUA e que se arrastou à Europa.

Este ambiente de incerteza veio ainda aumentar a avaliação de risco na concessão de empréstimos, o que acaba por também se reflectir nas taxas Euribor.

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