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Euro mantém tendência de queda e negoceia em mínimos de Fevereiro

A moeda única da Zona Euro mantinha a tendência de queda que tem registado nas últimas sessões e negociava em valores mínimos de Fevereiro. A pressionar a divisa estão as expectativas de que a queda dos preços das matérias-primas vai impulsionar a economia norte-americana.

Lara Rosa lararosa@negocios.pt 12 de Agosto de 2008 às 10:18
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A moeda única da Zona Euro mantinha a tendência de queda que tem registado nas últimas sessões e negociava em valores mínimos de Fevereiro. A pressionar a divisa estão as expectativas de que a queda dos preços das matérias-primas vai impulsionar a economia norte-americana.

Face ao dólar, o euro desvalorizava 0,30% para os 1,4865 dólares, depois de ter tocado nos 1,4816, o valor mais baixo desde o final de Fevereiro.

A pressionar a divisa da Zona Euro estão as expectativas de que a economia norte-americana responda positivamente à queda da cotação das matérias-primas.

Desde o máximo histórico de 11 de Julho, acima dos 147 dólares, o petróleo já desvalorizou mais de 34 dólares por barril. A mesma tendência tem sido seguida pelas restantes matérias-primas, com o cobre a negociar em mínimos de seis semanas e o ouro em valores de Dezembro.

Se a valorização das matérias-primas foi apontada como um dos principais motivos para o abrandamento económico, a queda da cotações das “commodities” leva os investidores a esperar uma inversão da tendência económica nos EUA.

Por outro lado na Zona Euro, acumulam-se os dados negativos. Lorenzo Bini Smaghi, membro do conselho executivo do Banco Central Europeu (BCE) afirmou que a economia da região está a registar um abrandamento mais acentuado que o previsto.

“É importante compreender que, nesta fase, a inflação é inimiga do crescimento” afirmou o membro, dando a entender que o BCE continuará a orientar a política monetária para a estabilidade dos preços, que já o levou a subir as taxas de referência de 4% para 4,2% em Julho, não obstante a desaceleração da economia recomendar uma política de juros mais flexível.

Com este discurso os investidores focam as suas atenções na recuperação da maior economia do mundo enquanto que o pessimismo continua quanto ao estado da economia da Zona Euro, o que está a impulsionar o dólar.

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