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Europa deve escapar a uma “recessão económica”

A economia europeia deve conseguir "escapar a uma recessão", mas não deverá conseguir fugir de um abrandamento, diz a Standard & Poor’s acrescentando que a dimensão e a duração deste abrandamento serão determinados pelos consumidores.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 26 de Fevereiro de 2008 às 11:11
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A economia europeia deve conseguir "escapar a uma recessão", mas não deverá conseguir fugir de um abrandamento, diz a Standard & Poor’s acrescentando que a dimensão e a duração deste abrandamento serão determinados pelos consumidores.

Esta é a conclusão de um relatório publicado hoje pela Standard & Poor’s, que considera que "apesar da Europa dever escapar de uma recessão genuína, há várias evidências que a região vai enfraquecer" para um abrandamento económico.

O mesmo relatório salienta que são os consumidores que "vão determinar quão severo vai ser o abrandamento e quanto tempo vai durar".

"A resposta dos consumidores para a queda dos preços dos activos, a inflação mais elevada e o desemprego a não descer mais, vai determinar" a magnitude do "abrandamento esperado e a sua distribuição pela Europa", afirma no relatório o analista Jean-Michel Six.

"Quando os preços dos activos caem e o ambiente económico se torna mais volátil, os consumidores tendem a aumentar as suas poupanças, especialmente quando estas estão baixas", adianta o analista.

"A recente aceleração da inflação vai anular os salários reais, provocando um abrandamento nos gastos dos consumidores. Além disso, este abrandamento vai ser ampliado nos países com níveis de poupança baixos, nomeadamente o Reino Unido e Espanha", considera Jean-Michel Six.

Em Portugal, a taxa de poupança tem vindo a cair nos últimos anos. Em 2006, (os últimos dados disponíveis) a taxa de poupança das famílias portuguesas fixou-se nos 8,3%, o que representa o nível mais baixo desde 1961.

O Banco de Portugal prevê que a taxa de poupança das famílias portuguesas aumente, num contexto de moderação dos gastos dos consumidores, de acréscimo dos encargos mensais relacionados com o aumento das taxas de juro e de desemprego mais elevado.

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