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Europa está a travar a recuperação global

A economia global está a recuperar, mas a crise que se arrasta no Velho Continente está a atrasar o surgimento de uma real recuperação da economia global, diz a OCDE.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 28 de Março de 2013 às 11:28
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“Os mercados financeiros estão a recuperar a um ritmo mais rápido do que a economia real, o que se explica pela ainda débil confiança entre os empresários e consumidores”, sobretudo na Zona Euro, onde o arrastamento da crise está a atrasar o surgimento de uma real recuperação da economia global.

 

A conclusão é da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económica (OCDE) que reviu em baixa nesta quinta-feira, 28 de Março, a sua previsão para a taxa de crescimento do G7 (as sete maiores economias do mundo ocidental), antecipando uma desaceleração do ritmo anual de expansão de 2,4% no primeiro trimestre para 1,8% no segundo.

 

A organização prevê que as três maiores economias da Zona Euro – Alemanha, França e Itália – vão crescer 0,4% no primeiro trimestre e 1% nos três meses seguintes mas alerta “para uma nova divergência entre o crescimento da Alemanha e das restantes economias do euro”.

 

De acordo com os últimos dados da OCDE, a economia alemã deverá crescer 2,3% no primeiro trimestre e 2,6% no segundo. As previsões da organização apontam para uma contracção do PIB francês de 0,6% nos primeiros três meses do ano e uma recuperação de 0,5% no trimestre seguinte.

 

Já para Itália, as estimativas da organização apontam para uma queda de 1,6% no primeiro trimestre e de 1% no segundo.

 

“O fraco crescimento e a baixa confiança deverão complicar os esforços que estão a ser realizados para baixar o desemprego. Os níveis de emprego continuam a deteriorar-se em muitos países, tornando mais urgente implementar reformas no mercado laboral e do produto que possam estimular o crescimento e criar postos de trabalho”, sublinha o economista-chefe da organização, Pier Carlo Padoan.

 

(Notícia em actualização)

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