Justiça Ex-gestor do Credit Suisse condenado a cinco anos de prisão

Ex-gestor do Credit Suisse condenado a cinco anos de prisão

Patrice Lescaudron foi condenado a cinco anos de prisão, depois de ter sido considerado culpado de um dos maiores crimes financeiros da história da Suíça.
Ex-gestor do Credit Suisse condenado a cinco anos de prisão
Negócios 09 de fevereiro de 2018 às 12:29

Patrice Lescaudron, ex-gestor de fortunas do Credit Suisse, foi considerado culpado de desviar milhões de francos suíços de contas de clientes para cobrir perdas que estavam a ser registadas em negociações. Este é considerado um dos maiores crimes financeiros da história da Suíça, tendo sido perpetrado durante oito anos.

 

O ex-gestor do Credi Suisse conheceu esta sexta-feira, 9 de Fevereiro, a sentença, tendo sido condenado a cinco anos de prisão. Patrice Lescaudron foi acusado de ter provocado perdas de 143 milhões de francos suíços (124 milhões de euros). Mas, no mesmo período, enriqueceu em 30 milhões de francos.

 

"Os erros feitos pelo acusado são sérios e duraram oito anos", salientou a juíza Alexandra Banna durante a leitura da sentença. "As suas motivações eram essencialmente egoístas, conduzidas pela atracção dos lucros", sublinhou.

 

Patrice Lescaudron está detido desde Janeiro de 2015, com as autoridades a investigarem de que forma este gestor tinha conseguido realizar negociações não autorizadas e dar ordens de compra falsas de forma a cobrir perdas dos seus clientes.

 

Lescaudron conseguiu que o seu esquema passasse incógnito até que uma aposta numa farmacêutica que registou fortes perdas o expôs, explica a Bloomberg.

 

O ex-gestor foi ainda condenado ao pagamento de 130 milhões de francos suíços de danos aos seus clientes, além de 22 milhões de francos de compensações. Lescaudron foi acusado de lesar seis clientes.

 

O advogado do gestor acredita que Lescaudron poderá sair da prisão por volta de Abril de 2019, se tiver bom comportamento. A contribuir para esta redução do período de clausura estará também o facto de o responsável já estar detido há dois anos.