Justiça Ex-líder da CGD com "profunda convicção" de que Vale do Lobo não teve tratamento especial

Ex-líder da CGD com "profunda convicção" de que Vale do Lobo não teve tratamento especial

"Não sei de nenhumas ordens superiores", afirmou Carlos Santos Ferreira no Parlamento, relativamente à operação de financiamento do Vale do Lobo, investigada na Operação Marquês.
Ex-líder da CGD com "profunda convicção" de que Vale do Lobo não teve tratamento especial
Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro 19 de janeiro de 2017 às 22:35

Na comissão parlamentar de inquérito ao banco público, Carlos Santos Ferreira não falou muito sobre Vale do Lobo, o empreendimento turístico onde a Caixa Geral de Depósitos começou por dar um crédito de quase 200 milhões de euros. Contudo, acredita que não houve ilegalidades.

 

"Os critérios para a concessão de crédito são aqueles que referi e que se aplicaram a todos os casos. Tenho essa profunda convicção. A mesma fórmula, o mesmo processo, tudo", declarou Santos Ferreira, que esteve à frente da CGD entre Agosto de 2005 e Dezembro de 2007.

 

O ex-líder da CGD, e que também presidiu ao BCP, recusou a existência de indicações para a aposta naquele empreendimento, actualmente em investigação na Operação Marquês, que tem José Sócrates como principal arguido e onde também tem esta qualidade Armando Vara, vice-presidente de Santos Ferreira tanto no banco público como no banco privado.

"Não sei de nenhumas ordens superiores", frisou o ex-banqueiro nas respostas que deu aos deputados esta quinta-feira, 19 de Janeiro. 

"Pretendia-se atingir um apoio de forma mais transversal à economia, que fugisse do crédito à habitação e à promoção imobiliária", explicou Santos Ferreira relativamente ao racional de investir nesta operação. 

 

Na sua audição, Santos Ferreira escusou-se a entrar em detalhe sobre empréstimos específicos: "Quando se passam mil operações por ano e se quer dar uma resposta numa comissão de inquérito como esta, em que não há opiniões, tenho de responder que tenho dificuldade".

 

"Pretendia-se atingir um apoio de forma mais transversal à economia, que fugisse do crédito à habitação e à promoção imobiliária", explicou Santos Ferreira.

 




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