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Ex-ministro da Energia da Grécia anuncia movimento anti-resgate

Lafazanis e 11 outros membros do Syriza anunciaram a fundação de um movimento contra o resgate financeiro, a favor da democracia e da justiça social. Crescem, assim, as divisões dentro do partido de Tsipras, no dia em que o parlamento vai discutir e votar o acordo para o terceiro resgate.

Reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 13 de Agosto de 2015 às 12:15
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Panagiotis Lafazanis, ex-ministro da Energia da Grécia, anunciou esta quinta-feira, 13 de Agosto, a fundação de um novo movimento contra o resgate financeiro ao país, que poderá representar o início de uma possível cisão com o Syriza, o partido que está no poder desde o início do ano.

 

Lafazanis, líder da facção mais extremista do Syriza, foi retirado do cargo pelo primeiro-ministro Alexis Tsipras, por votar contra as medidas que era necessário aprovar para avançar com as negociações sobre o terceiro resgate financeiro a Atenas.

 

"A luta contra o novo resgate começa hoje, através da mobilização de pessoas em todos os cantos do país", refere o comunicado assinado por Lafazanis e 11 outros membros do Syriza, publicado no site Iskra.

 

Segundo a declaração da ala mais extremista do partido, trata-se de um "movimento unido que irá justificar o desejo do povo por democracia e justiça social", não sendo claro, para já, se este movimento será a génese de um novo partido ou uma divisão do Syriza.

 

Os signatários defendem que, ao concordar com um novo empréstimo da Zona Euro e do Fundo Monetário Internacional, o governo vai contra a vontade de mais de 61% dos gregos que votaram "não" no referendo de 5 de Julho.

 

O primeiro-ministro grego enfrentou uma rebelião de cerca de um quarto dos 149 deputados do Syriza na votação das medidas que necessitavam de luz verde do parlamento grego para dar início às negociações do terceiro grande empréstimo internacional.   

 

Na votação do primeiro conjunto de medidas acordadas com os credores, Alexis Tsipras viu 39 deputados do Syriza votar contra ou abster-se, enquanto no segundo pacote – que abriu caminho à alteração do código civil e à transposição da directiva europeia sobre a resolução dos bancos  o número de opositores registou uma queda para 36. O ex-ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, foi um dos deputados que alterou o seu voto na segunda votação. 

 

As divisões dentro do partido deverão estar em evidência, mais uma vez, esta quinta-feira à noite, altura em que o parlamento grego vai votar o acordo para o terceiro resgate ao país (a votação pode ser adiada até sexta-feira de manhã). No entanto, é quase certo que seja aprovado, graças ao apoio da oposição. 

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