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Exames nacionais a alunos do 4º ano custam menos de 600 mil euros

Os exames finais de Matemática e Português do 4º ano de escolaridade, que se iniciam na terça-feira, vão ter um custo 10% superior ao encargo que o Ministério da Educação teve no ano passado com as provas de aferição.

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A reintrodução dos exames nacionais no 4º ano de escolaridade, às disciplinas de Português e Matemática, vai custar menos de 600 mil euros.

 

O custo global com as provas finais do primeiro ciclo, que fica aquém dos 600 mil euros mas para o qual não é adiantado um valor específico, representa um agravamento de 10% face aos encargos com as provas de aferição realizadas no ano passado, de acordo com respostas dadas ao Negócios por parte do gabinete de imprensa do Ministério da Educação e Ciência.

 

Anunciada como uma promoção do rigor e exigência no ensino primário, a primeira prova a ser realizada pelos 107 mil alunos do 4º ano será a de Português nesta terça-feira, 7 de Maio. Na sexta-feira, 10 de Maio, será a vez de os estudantes se apresentarem à prova de Matemática.


Até aqui, os alunos do quarto ano de escolaridade já realizavam provas de aferição que, contudo, não contavam para a classificação final dos estudantes e que serviam apenas para uma aferição generalizada dos conhecimentos dos estudantes. Agora, os exames nacionais irão contar para a nota final.

 

Esta avaliação terá, neste ano de introdução, um peso de 25% na classificação final dos alunos, sendo que a ponderação sobe para 30% a partir do próximo ano, o que coloca esta percentagem a par dos exames do 6º ano de escolaridade.

 

As pautas dos exames finais serão afixadas a 12 de Junho, sendo que “aos alunos que não obtenham aprovação será proporcionada a frequência do período de acompanhamento extraordinário, com a concordância dos encarregados de educação”, indica o Ministério da Educação e Ciência. Os exames para essa segunda possibilidade irão decorrer a 9 e 12 de Julho.

 

Mais de metade dos alunos do 4º ano faz exame em escola diferente

 

Mais de metade dos 107 mil alunos do 4º ano vai ter de fazer o exame nacional numa escola diferente da que frequenta. Haverá, segundo o comunicado da pasta liderada por Nuno Crato, 1.153 escolas de acolhimento para os alunos.

 

As razões avançadas pelo Ministério da Educação para que muitos estudantes tenham de fazer estas provas fora da escola onde estão inscritos ou que frequentam passam pela racionalização de recursos e pela insuficiência de instalações.

 

O Ministério sublinha que, quando eram realizadas as provas de aferição, já cerca de 30% dos alunos tinham de se deslocar da escola de origem.

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