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Execução orçamental não é afectada pela instabilidade mercados financeiros

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Carlos Lobo, disse hoje em Paços de Ferreira que a execução orçamental até Abril não foi afectada pela instabilidade dos mercados financeiros internacionais dos últimos meses.

Negócios com Lusa 25 de Abril de 2008 às 15:47
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O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Carlos Lobo, disse hoje em Paços de Ferreira que a execução orçamental até Abril não foi afectada pela instabilidade dos mercados financeiros internacionais dos últimos meses.

"Posso adiantar que ao nível da cobrança de impostos e também do lado da despesa tudo tem evoluído de acordo com o que tínhamos previsto", adiantou à Lusa.

Carlos Lobo falava à margem da inauguração da 30ª edição da Feira de Mobiliário e Decoração - Capital do Móvel, que decorre em Paços de Ferreira até 4 de Maio.

O secretário de Estado admitiu que o Governo acompanha com alguma preocupação a instabilidade dos mercados financeiros, mas frisou que "as boas práticas orçamentais dos últimos anos constituem uma boa almofada para suportar os efeitos negativos de uma eventual crise".

"Fruto dos resultados alcançados, ganhámos o direito a sermos optimistas. Isso só é possível, porque atingimos um referencial sólido ao nível do défice, com redução efectiva da despesa pública", acrescentou, anotando que esta decisão permitiu injectar 500 milhões de euros na economia portuguesa.

Carlos Lobo salientou à Lusa que o recente abaixamento na taxa do IVA também é reflexo de um maior controlo da fraude e da evasão fiscal realizado nos últimos anos.

Na visita que realizou aos mais de cem expositores da Capital do Móvel, o secretário de Estado foi várias vezes interpelado pelos empresários quanto à necessidade de o Governo proceder a nova redução da taxa do IVA, hipóteses que Carlos Lobo admite poder vir a acontecer no final deste ano.

"Depende de como evoluir a execução orçamental, mas admito que estamos optimistas. Nova redução da taxa só acontecerá se houver espaço", frisou, recusando-se a quantificar o eventual abaixamento.

Carlos Lobo disse ter ficado bem impressionado com a vitalidade da exposição de mobiliário, considerando que é um sinal claro de que as indústrias de sectores tradicionais, como o mobiliário, os têxteis ou o calçado, que predominam no Vale do Sousa, têm dado sinais claros de recuperação.

"Em Paços de Ferreira pode sintetizar-se o que se tem passado nos sectores tradicionais da nossa indústria, que há alguns anos se julgava condenada a morrer. Esta indústria soube modernizar-se e adaptar-se a uma nova realidade, mais competitiva, ao nível da exportação, mas também com melhores oportunidades", salientou.

A 30ª edição da Capital do Móvel é promovida pela Associação Empresarial de Paços de Ferreira. Mais de uma centena de empresas, de 350 marcas ligadas ao mobiliário, iluminação e decoração, estão presentes no Parque de Exposição de Paços de Ferreira.

A organização espera receber cerca de 50 mil visitantes, parte dos quais de Espanha.

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