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Bruxelas em estado de alerta: pelo menos 34 mortos nas explosões

Depois das explosões no aeroporto e no metro de Bruxelas, as autoridades elevaram o alerta de terrorismo para o nível máximo. Instituições e transportes estão a ser encerrados. População deve permanecer em casa. Tudo aponta para ataque terrorista.

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Metro Bombing Yards Away From European Commission
Negócios 22 de Março de 2016 às 07:33
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As explosões no aeroporto de Bruxelas e na estação de metro de Maelbeek esta manhã obrigaram ao encerramento de toda a rede de transportes e das instituições do país. O país está em alerta máximo e as autoridades instam as pessoas a permanecer em casa ou dentro de portas. O último balanço aponta para mais de mais de 30 vítimas mortais.

O procurador belga, segundo a imprensa do país, terá já confirmado que as explosões no aeroporto foram fruto de um ataque suicida.

As explosões no aeroporto foram registadas por volta das 8:00 (locais, mais uma que em Lisboa) na zona das partidas. Todas as viagens foram canceladas e a zona foi evacuada pelas autoridades. O espaço aéreo foi encerrado.

Escreve o The Guardian e o The Telegraph que, segundo informações avançadas pela ministra da Saúde, Maggie de Block, e as autoridades dos transportes, 14 pessoas morreram e 81 ficaram feridas nas explosões do aeroporto, enquanto outras 20 faleceram na estação de Maelbeek e 55 ficaram feridas, incluindo 10 em estado crítico. 

O secretário de Estado das Comunidades disse em declarações à SIC que, para já, há registo de apenas uma cidadã portuguesa ferida pelas explosões no metro. Trata-se de uma mulher, com cerca de 30 anos, que já foi assistida no hospital e está livre de perigo. 

A imprensa belga adianta que o tráfego na cidade está condicionado e que foi encerrada a circulação nos túneis por questões de segurança. Os aeroportos europeus reforçaram a segurança, o serviço ferroviário eurostar cancelou as viagens para Bruxelas. O palácio real no centro de Bruxelas foi entretanto evacuado, e a pedido das autoridades a Universidade Livre de Bruxelas decidiu evacuar os seus campus. Adianta também o belga RTBF através do Twitter que a polícia está a conduzir rusgas na cidade com o objectivo de encontrar os responsáveis por estes actos.

A correspondente do i24 News Anna Ahronheim partilhou, através desta rede social, um vídeo onde é possivel ver pessoas a fugir da zona das explosões no aeroporto de Bruxelas.

Alexi Rossi, jornalista da Sky News no local, disse à Reuters ter ouvido duas "explosões muito, muito fortes" no aeroporto.

"Podia sentir o edifício a mexer. Havia também pó e fumo… fui em direcção à zona das explosões e havia pessoas a abandonar o local ainda tontas e em choque". "Aqui pensa-se que poderá ter sido algum tipo de ataque terrorista – mas isso ainda não foi confirmado por nenhuma das autoridades aqui no aeroporto", acrescentou.

Também através do Twitter, responsáveis do aeroporto de Bruxelas confirmaram as duas explosões e pedem às pessoas que não se dirijam ao local.

"Aconteceram duas explosões no aeroporto. O edifício está a ser evacuado. Não venham para a zona do aeroporto", pode ler-se na primeira publicação. A segunda reforça o pedido e acrescenta que "todos os voos foram cancelados".

Foi ainda disponibilizado um número de emergência para saber informações sobre pessoas que possam estar no aeroporto. O número é o (0032) (0)2/753 73 00.

No entanto, o centro de crises belga está a pedir que se evitem fazer telefonemas, uma vez que a rede está a ficar saturada. A alternativa passa por enviar mensagens ou utilizar as redes sociais, indica. 

A explosão na estação de Maelbeek, junto às instituições europeias, obrigou ao encerramento de toda a rede, algo que foi confirmado através do Twitter pela própria empresa que gere a rede. A BBC cita a autoridade dos transportes e adianta que a explosão no metro causou 15 mortos e 55 feridos.

Estão a ser partilhadas nas redes sociais imagens de fumo a sair pela entrada principal da estação de Maelbeek, assim como de pessoas a sair dos túneis do metro. 

David Cameron, primeiro-ministro britânico, reagiu através de uma publicação no twitter. O responsável disse estar "chocado e preocupado com os eventos em bruxelas. Faremos tudo para ajudar", garantiu.


Também Martin Schultz, presidente do Parlamento Europeu, reagiu dizendo que os seus pensamentos estão com Bruxelas e os seus cidadãos depois destes "ataques hediondos". "Fiquem a salvo, sigam as instruções das autoridades", recomendou

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai pronunciar-se sobre os acontecimentos em Bruxelas às 12:30 no Palácio de Belém, informou a assessoria numa nota enviada à imprensa.

Escreve a Reuters que o Presidente francês, Francois Hollande, convocou uma reunião de emergência. O encontro vai contar com a presença do primeiro-ministro Manuel Valls, com Bernard Cazeneuve, ministro do Interior e Jean-Yves Le Drian, ministro da Defesa. 


Estas explosões acontecem apenas quatro dias depois de ter sido preso em Bruxelas Salah Abdeslam, de 26 anos, cidadão belga de origem franco-marroquina que se suspeita ter participado nos atentados de 13 de Novembro em Paris. 

A sua detenção teve lugar após uma operação da polícia francesa e belga em Forest, nos arredores da capital belga, onde terão sido detectados dentro de um apartamento vestígios da presença de Abdeslam

Escreve a Reuters que a polícia estava alerta para eventuais represálias na sequência destas rusgas e da detenção de Abdeslam, tendo já sido noticiado que estavam a ser preparados ataques à capital belga.

Onde ocorreram as explosões:


1 - Aeroporto de Zaventem. Duas explosões ocorreram pelas 08:00 locais (07:00 em Lisboa), no aeroporto internacional de Zaventem. A procuradoria belga confirmou que tratou-se de um atentado terrorista suicida. Morreram pelo menos 14 pessoas e outras 81 ficaram feridas nas explosões no aeroporto.

 

2 – Estação de Metro de Maelbeek. Uma hora depois das explosões no aeroporto, uma outra explosão ocorreu na estação de metro de Maelbeek, muito próxima dos edifícios do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia. Neste local morreram pelo menos 20 pessoas e 55 ficaram feridas.


(Notícia em actualização)

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