Conjuntura Exportações e importações diminuem em agosto com forte queda no comércio fora da UE

Exportações e importações diminuem em agosto com forte queda no comércio fora da UE

Os dados divulgados hoje pelo gabinete de estatísticas mostram que quebrou a procura externa vinda de fora da União Europeia. Tal deverá estar ligado à paragem da refinaria de Sines.
Tiago Varzim 10 de outubro de 2019 às 11:06
As exportações de bens diminuíram 3,8% e as importações de bens caíram 4% em agosto, ambas penalizadas pela redução das trocas comerciais com os países fora da União Europeia. Os números foram divulgados esta quinta-feira, 10 de outubro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). 

Estes dados publicados pelo INE não são deflacionados, ou seja, não têm em conta a variação de preços. Além disso, não estão incluídas as exportações ou importações de serviços, componente onde se encontra o turismo. 

Tanto nas exportações como nas importações, em agosto, as trocas comerciais dentro da União Europeia continuaram a aumentar, tal como aconteceu no resto do ano. No caso das importações, o aumento foi de 5% face a agosto de 2018. No caso das exportações, o aumento foi de 0,8%.

Contudo, no comércio com os países fora da UE, tanto as exportações como as importações registaram fortes quedas, tal como tinha acontecido em junho. Nas importações a queda foi de 25,4% face a agosto de 2018. Nas exportações a queda foi de 14,9%, sendo que as maiores reduções registaram-se face aos Estados Unidos, Angola e Brasil.

Tal deverá explicar-se, em parte, pelos combustíveis. "Destacam-se os decréscimos nas exportações e nas importações de Combustíveis e lubrificantes (-44,1% e -43,7%, respetivamente), nomeadamente nas exportações de Produtos transformados e nas importações de Produtos primários", assinala o INE no destaque publicado hoje, esclarecendo que "estes decréscimos nos Combustíveis e lubrificantes poderão estar relacionados com o encerramento para manutenção da refinaria de Sines durante o mês de agosto".

Excluindo os combustíveis e lubrificantes, as exportações aumentaram 0,6% e as importações cresceram 4,4%. Ainda assim, esses valores representam uma desaceleração face ao aumento de 3% e 9,7% das exportações e importações, respetivamente, em julho, excluindo os combustíveis e lubrificantes.

Exportações crescem 2% até agosto
Olhando para a evolução das trocas comerciais de bens entre janeiro e agosto, é possível concluir que, ainda assim, as exportações acumulam um crescimento de 2% e as importações de 7,4%. 

Dado que as importações (que já são maiores em montante) estão a crescer a um ritmo mais rápido do que as exportações, o défice comercial de bens está a deteriorar-se. A balança comercial de bens de janeiro a agosto fixou-se nos -13,8 mil milhões de euros, 25,9% acima do défice comercial registado no período comparável do ano passado.


(Notícia atualizada às 11h32 com mais informação)



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