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Exportações de Dezembro ainda não mostram quebra das compras de Angola

Para já, as restrições comerciais de Luanda ainda não se estão a reflectir na evolução das exportações portuguesas para Angola. Vendas avançaram 3,4% em Dezembro.

Nuno Aguiar naguiar@negocios.pt 09 de Fevereiro de 2015 às 15:11
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A queda do preço do petróleo e a consequente restrição financeira das empresas angolanas ainda não é visível nos dados do comércio internacional, publicados segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Depois de uma contracção de 2,6% em Novembro, as exportações para Angola avançaram 3,4% em Dezembro do ano passado, face ao mesmo mês de 2013.

 

Se olharmos para o ano completo, observa-se um crescimento de 2% das vendas de Portugal para Angola, uma desaceleração face aos 4% de 2013, mas que ocorreu essencialmente durante o período entre Abril e Agosto, não no final do ano, quando os efeitos da quebra do preço do petróleo seriam mais visíveis.

 

Esta tendência de desaceleração das vendas nem sequer é nova. A verdadeira travagem aconteceu no ano anterior, com um arrefecimento das exportações, que passaram de um crescimento de 28% em 2012 para os já referidos 4% em 2013.

 

No que diz respeito às importações, aí sim, regista-se uma alteração significativa em 2014, com uma quebra de 39%. Contudo, também neste caso, as diminuições das compras aconteceram até Outubro, não depois disso.

 

Ainda assim, 2014 coloca as importações de Angola no nível mais baixo desde 2010, interrompendo um ciclo impressionante de crescimentos anuais desde esse ano: 272%, 109%, 51,2% e 47,8%.

 

Os dados publicados pelo INE mostram ainda que as exportações portuguesas de bens para todo o mundo cresceram 1,9% em 2014, o valor mais baixo desde 2009. As importações avançaram 3,2%. 

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