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Exportações nacionais para países fora da UE sobem 15,8% em Janeiro

As exportações das empresas nacionais para países fora da União Europeia aumentaram 15,8% em Janeiro, o que, conjugado com uma queda de 1,8% nas importações, permitiu um decréscimo de 20,5% no défice comercial.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 07 de Março de 2003 às 11:01
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As exportações das empresas nacionais para países fora da União Europeia aumentaram 15,8% em Janeiro, o que, conjugado com uma queda de 1,8% nas importações, permitiu um decréscimo de 20,5% no défice comercial.

Segundo os dados preliminares hoje apresentados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), as exportações de empresas portuguesas para os países que não pertencem à União Europeia aumentaram 15,8% para 437,2 milhões de euros, enquanto as importações desceram 1,8% para 720,6 milhões de euros.

Este comportamento das trocas comerciais de Portugal permitiu que o défice da balança comercial extracomunitária registasse uma queda de 20,5%, totalizando 283 milhões de euros.

A taxa de cobertura das importações pelas importações subiu assim para 60,7%, valor que compara com os 51,4% registados em Janeiro de 2002.

O PIB português, segundo as previsões do Banco de Portugal, deve aumentar 0,75% este ano, impulsionado sobretudo pela previsão de crescimento entre 5 a 6,5% nas exportações totais.

O principal peso das exportações nacionais são para os países que integram a União Europeia, mas este indicador hoje revelado pelo INE indica que as companhias portuguesas estão a conseguir aumentar as exportações, numa fase de elevada retracção na economia mundial, incrementando assim a sua quota de mercado.

EUA é o principal destino das exportações nacionais

As exportações nacionais para os Estados Unidos aumentaram 39,4% para 129,4 milhões de euros em Janeiro, com este país a assumir a posição de principal destino das exportações nacionais, com 29,6% do total.

O maior aumento nas exportações nacionais registou-se no Canadá, com uma subida de 49,3%, verificando-se a maior queda nas vendas para um Brasil, com uma descida de 24,7%.

O segundo maior receptor de exportações portuguesas são os PALOP, onde as vendas cresceram 5,6%, representando 14,2% do total.

Nas importações os dados do INE revelam que a OPEP, os EUA, o Brasil, a EFTA e o Japão foram os principais parceiros, com 53,4% do total, com o instituto de estatística a destacar uma forte variação homóloga positiva nas transacções com o Brasil (+31,5%) e a OPEP (+10,9%),

Ao invés do registado nas exportações, as importações dos Estados Unidos desceram 9,2%, permitindo que a balança comercial entre Portugal e este país fosse favorável a Portugal, ao contrário do sucedido em Janeiro de 2002.

Na análise por produtos a destacar a subida de 29,8% nas exportações de máquinas e aparelhos, que representam 29% do total.

As exportações de materiais têxteis, o segundo agrupamento de produtos com maior peso no total, cresceram 16,8% para 37,6 milhões de euros.

Nas importações as compras de combustíveis minerais desceram 11,7%, mas continuam a ter o maior peso no total (24,3%).

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