Ambiente Factura da água vai ficar mais cara em Lisboa

Factura da água vai ficar mais cara em Lisboa

A partir de 1 de Janeiro os clientes da EPAL vão pagar em média mais 43 cêntimos por mês. Esta actualização vai abranger 85% dos clientes domésticos da empresa.
Factura da água vai ficar mais cara em Lisboa

A maioria dos clientes da Empresa Portuguesa de Águas Livres (EPAL), que abastece Lisboa, vai ter um aumento médio de 43 cêntimos na factura mensal da água a partir de 1 de Janeiro. Uma actualização superior à efectuada em 2017, que se situou em 38 cêntimos.

"Para a grande maioria dos clientes domésticos da EPAL, cerca de 85%, o novo tarifário para 2018 implica uma actualização média de 43 cêntimos por mês (para um consumo médio mensal de 8m3 e um contador de 15mm)", informou a empresa em comunicado, sem especificar o valor do aumento em concreto por metro cúbico.

A empresa, que é responsável pelo abastecimento directo de cerca de 350 mil clientes no concelho de Lisboa, sublinha que "tem disponível uma tarifa social destinada a famílias mais carenciadas, que prevê descontos que podem ir até aos 93%, e para os agregados familiares com 5 ou mais pessoas tem disponível a Tarifa Familiar da Água".

A actualização dos preços da água depende do município de residência. No caso do Porto, o tarifário de fornecimento de água e saneamento de águas residuais "mantém-se inalterado para 2018".

O mesmo acontecerá, por exemplo, em Vila Nova de Gaia, em Guimarães (pelo quarto ano consecutivo) e em Coimbra.

Entre os municípios onde a conta da água vai ficar mais barata está Braga, que decidiu, pelo segundo ano consecutivo, fazer uma redução generalizada de 2,5%. Já em Gondomar, numa factura média de 10 metros cúbicos, ocorrerá um aumento de 37 cêntimos para consumidores não-domésticos, enquanto para os domésticos o acréscimo será de 18 cêntimos.