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Farto da crise grega? Para o ano há mais, dizem os economistas

A Grécia esteve bem perto da saída do euro, mas à última hora foi possível chegar a um acordo. Está a caminho um terceiro resgate. A crise, por agora, passou, mas deverá voltar a assolar os mercados no próximo ano.

Bloomberg
Paulo Moutinho 21 de Julho de 2015 às 10:06
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"Conseguimos um aGreekment". Foi desta forma que Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, declarou a 13 de Julho, a apenas alguns minutos antes da abertura dos mercados europeus, que foi alcançado um entendimento entre os credores e o Governo grego no sentido de um terceiro resgate. Um acordo que passa por um cheque de 86 mil milhões de euros visto como reduzido pelos economistas, os mesmos que acreditam que a crise grega não acabou. Para o ano há mais.


O falhanço das negociações em torno do prolongamento do segundo resgate colocou os países do euro em tensão. Alexis Tsipras avançou com um referendo, obtendo o apoio dos gregos para dizer não a mais austeridade. A saída do euro esteve perto, mas foi evitada à última hora. Contudo, dizem os economistas consultados pela Bloomberg, ainda há o risco de a Grécia ser forçada a sair da Zona Euro até ao final de 2016. É isso que defendem 71% dos 34 economistas inquiridos.


A crise grega, que há meses tem feito manchetes de jornais, poderá ter acalmado por agora, mas há o risco de voltar no próximo ano. 70% dos economistas acredita que a Grécia já não dará mais dores de cabeça até ao final deste ano, isto apesar de o país ter de fazer um reembolso a 20 de Agosto. A data de formalização do terceiro resgate, que garante o dinheiro para fazer o novo pagamento ao BCE, ainda não é conhecida. Mas pode ser apenas no dia 17 de Agosto.


Este pacote, o terceiro, será de 86 mil milhões de euros. Um valor que é visto como baixo por metade dos especialistas inquiridos pela Bloomberg. Isto a menos que Alexis Tsipras, o primeiro-ministro da Grécia, consiga convencer os seus credores de que a dívida acumulada pelo país necessita de ser reestruturada. "A menos que o consigam, é difícil ver o país sobreviver na Zona Euro", diz Alan McQuaid, economista-chefe da Merrion Capital.


"Sem algum tipo de alívio na dívida, o cheque nunca será grande o suficiente", diz Peter Dixon, economista do Commerzbank. "Conceder mais empréstimos a um país que não é capaz de o saldar corresponde à definição de insanidade de Einstein: Tentar a mesma coisa vezes sem conta na expectativa de obter diferentes resultados", remata o especialista, na resposta ao inquérito da Bloomberg.

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