Política Monetária Fed está mais confiante no crescimento económico e admite acelerar subida dos juros

Fed está mais confiante no crescimento económico e admite acelerar subida dos juros

As actas da última reunião da Fed mostram que o banco central está mais optimista quanto ao crescimento da economia e à subida dos preços, admitindo que poderá ser apropriado reforçar a normalização da política monetária.
Fed está mais confiante no crescimento económico e admite acelerar subida dos juros
Bloomberg
Rita Faria 21 de fevereiro de 2018 às 19:39

A Reserva Federal dos Estados Unidos está mais optimista em relação às perspectivas para o crescimento da economia norte-americana e mais confiante de que a inflação vai atingir a meta do banco central de 2%. Nesse sentido, a maioria dos membros do Comité Federal do Mercado Aberto (FOMC) admite que será apropriado acelerar a normalização da política monetária.

De acordo com as actas da reunião de Janeiro da Fed, divulgadas esta quarta-feira, 21 de Fevereiro, os responsáveis "anteciparam que o ritmo de crescimento da economia em 2018 deverá exceder as suas estimativas e que as condições do mercado de trabalho vão fortalecer-se ainda mais".

Uma série de participantes "indicou que havia revisto em alta as suas estimativas para o crescimento económico no curto prazo, em relação àquelas que foram traçadas na reunião de Dezembro", sinalizam as actas.

Nesse sentido, a maioria dos participantes admitiu que poderá ser apropriado acelerar a subida dos juros nos Estados Unidos.

"A maioria dos participantes notou que um outlook mais forte para o crescimento económico aumentou a probabilidade de um reforço gradual do endurecimento da política monetária", revela o resumo da reunião de Janeiro, a última presidida por Janet Yellen.

Em Dezembro, o banco central antecipou um crescimento de 2,5% em 2018, um valor ligeiramente inferior ao apontado pelos analistas consultados pela Bloomberg, que antecipam uma subida do PIB de 2,6%.

No que respeita à evolução dos preços, tem crescido a expectativa de que a inflação vai acelerar mais do que o previsto, dando margem à Fed para subir os juros de forma mais célere.

Essa convicção, juntamente com a perspectiva de uma série de emissões de dívida por parte do Tesouro norte-americano, levou a um agravamento das ‘yields’ dos Estados Unidos, que antecedeu um movimento de venda nas acções.  

Na reunião de Janeiro, a Fed deixou os juros inalterados no intervalo entre 1,25% e 1,5%, e disse que a inflação deverá subir este ano e estabilizar em torno de 2% no médio prazo.




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