Américas Fed revê em baixa taxa de desemprego dos EUA para os próximos dois anos

Fed revê em baixa taxa de desemprego dos EUA para os próximos dois anos

A entidade monetária norte-americana aponta para uma correcção mais rápida da taxa de desemprego do que estimou anteriormente. Segundo as projecções dos responsáveis pela política monetária dos Estados Unidos, o desemprego só deve diminuir para 6,5% no final de 2014, limiar a partir do qual a Fed pode alterar a taxa de juro de referência e o ritmo de compra de activos.
Fed revê em baixa taxa de desemprego dos EUA para os próximos dois anos
Inês Balreira 19 de junho de 2013 às 20:24

A Reserva Federal (Fed) norte-americana reviu esta quarta-feira em baixa a taxa de desemprego dos Estados Unidos para este ano e para os próximos dois. Os responsáveis pela política monetária da maior economia mundial projectam que a taxa de desemprego oscile entre 7,2% e 7,3% em 2013. Em Março, os mesmos oficiais previam que o desemprego variasse entre 7,3% e 7,5%.

 

Para 2014, a taxa deve oscilar entre 6,5% e 6,8%, sendo que as projecções de Março apontavam para uma variação entre 6,7% e 7,0%. A maior parte dos oficias da Fed prevê que o desemprego diminua apenas para 6,5% no final de 2014.

 

A Fed assinalou esta quarta-feira que enquanto a taxa de desemprego se mantiver acima dos 6,5% e as perspectivas inflacionistas não excedam os 2,5% vai manter a compra de activos e deixar inalterada a taxa de juro de referência. Em 2015, a taxa de desemprego deve variar entre 5,8% e 6,2%. Em Março, a taxa de desemprego dos Estados Unidos fixava-se em 7,6%.

 

No que respeita ao crescimento da economia, a Comissão de Operações em Mercado Aberto (FOMC) prevê que o PIB dos Estados Unidos avance entre 2,3% e 2,6% em 2013. As projecções de Março apontavam para uma oscilação entre 2,3% e 2,8%.

 

Em 2014, a economia deve crescer ainda mais, entre 3,0% e 3,5%, sendo o único ano revisto em alta pela FOMC. Em 2015, os oficiais da Fed antevêem que a expansão do PIB deve variar entre 2,9% e 3,6%.

 

Quanto às perspectivas inflacionistas, a comissão estima que a inflação deva atingir no máximo 1,2% este ano. No próximo, a taxa de inflação deve variar entre 1,4% e 2,0% e em 2015 entre 1,6 e 2,0%.  

 

Num comunicado emitido hoje, o FOMC considera que os riscos para as perspectivas económicas e para o mercado laboral “diminuíram desde o Outono”, refere a Bloomberg.




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