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Fed dividida em relação a endurecer ou manter política monetária

Decisão de continuar programa de compra de obrigações é unânime, embora alguns membros defendam alterações ao seu calendário e à sua dimensão.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 05 de Abril de 2011 às 20:10
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A melhoria das condições económicas nos EUA justifica a redução dos incentivos máximos que se encontram em vigor no país? É a resposta a esta pergunta que começa a dividir a opinião dos governadores da Reserva Federal norte-americana (Fed).

De acordo com as minutas da reunião de 15 de Março do Comité do Open Market, divulgadas hoje “alguns participantes indicam que as condições económicas fundamentam a mudança para uma política monetária menos acomodatícia este ano”. Quer isto dizer que, com melhor ambiente económico, poder-se-á justificar a implementação de uma política que não propície tantos estímulos.

Ainda assim, a decisão de continuar com o programa de compras de activos foi unânime entre todos os 10 membros com poder de voto. No entanto, “poderá ser apropriada a redução do ritmo e da dimensão total do programa de aquisições”. Isto porque há provas de uma recuperação mais forte e de uma inflação mais elevada. Além disso, existem expectativas de que os preços venham a subir ainda mais.

Aliás, esta questão tinha sido já adiantada, por exemplo, pelo presidente da Reserva Federal de St. Louis, que indicou que se deveria discutir um nível de compras de activos mais baixo do que os 600 mil milhões definidos inicialmente, por já haver bons sinais económicos.

Em relação à evolução dos preços, que tem sido dinamizada pelos preços das matérias-primas, alguns membros do Comité indicam que “à luz dos recentes desenvolvimentos, os riscos para as estimativas de inflação foram revistas de alguma forma em alta”.

No entanto, o Comité referiu que as expectativas da subida dos preços continuam estáveis, já que os efeitos das matérias-primas são transitórios, mesmo apesar dos conflitos na Líbia, que conduzem a preocupações sobre o fornecimento global.

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